Uberaba Sport Club, 98 anos de glória

Fundado em 15/07/1917, o Uberaba Sport sempre teve uma torcida apaixonada. Esse espaço pretende resgatar a bela história de nosso querido clube. É muito bom reviver esses grandes momentos, que explicam a paixão de nossa torcida, cada dia mais orgulhosa dos grandes jogos que voltaram a colorir o Uberabão. Nossa história é recheada de conquistas. Por várias vezes fomos os melhores do interior mineiro e, nos anos de 1981 e 1983, subimos direto para a Taça de Ouro, a partir da Taça de Prata. A Taça Minas Gerais, conquistada em 1980, não consta dos arquivos da Federação Mineira e é creditada ao América em algumas publicações. Mas eu estava lá... e vi o Uberaba levantar a Taça, já em 81, com uma vitória por 2x1, aos 50 minutos do segundo tempo, gol do lateral esquerdo Aldeir, após uma longa batalha jurídica contra a Federação Mineira. Nos posts a seguir, tento colocar os pingos nos is, e tenho certeza de que os mais jovens sentirão mais forte o orgulho de ser Colorado. Abaixo, assista aos dois gols do USC marcados contra o Flamengo, em 1981. Aquele primeiro tempo foi simplesmente fantástico. Foi uma derrota, mas a forma como o Colorado jogou foi incrível. Afinal, enfrentar o campeão brasileiro, o time do Zico, no Maracanã, e abrir 2x0... Até hoje escuto o barulho dos fogos.












domingo, 31 de maio de 2009

Juca Pato, "ídolo de sempre".

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Uma sepultura simples, na longínqua quadra”R” do Cemitério São João Batista, em Uberaba, é residência eterna de um dos maiores e mais polêmicos jogadores do Uberaba Sport em todos os tempos: o “negrinho” Juca Pato. O túmulo simples é ornamentado por uma bola de futebol esculpida em granito e uma singela plaqueta, onde se lê: “Jucapato, ídolo de sempre”.


José Antônio da Silva nasceu em 02/11/1910. Habilidoso, de refinada técnica, chamava a atenção pela visão de jogo, a facilidade em dar passes, a boa condução de bola e o preparo físico invejável. Foi figura onipresente no ataque alvirubro nas décadas de 30 e 40. Sua fama ultrapassava as fronteiras do Brasil Central e o levou a jogar no Corinthians no ano de 1933. 

A passagem pelo Corinthians


Após a disputa de dois amistosos do Corinthians em Uberaba, Juca Pato chamou a atenção do clube paulistano, mas o fato curioso é que ficou conhecido em São Paulo pelo nome do médico que o indicou, e presidente do Uberaba Sport, Boulanger Pucci. 

Assim, com esse nome, Boulanger, fez sua estréia em uma terrível goleada sofrida contra o grande rival, o Palestra Itália (atual Palmeiras), onde, apesar da péssima exibição corinthiana, foi elogiadíssimo por toda a imprensa paulista.

Disputou 10 jogos pelo Timão e marcou apenas um gol, na vitória sobre o América do Rio, pelo Torneio Rio – São Paulo, em 13/08/1933. No entanto, os maus resultados, a dificuldade de afirmação e a saudade de sua Uberaba natal falaram mais alto e Juca Pato decidiu voltar, alegando que “o frio por lá estava de matar”.

E segue a história

Após mais de 60 anos, sua passagem pelo Colorado continua sendo lembrada, tanto pelas apresentações notáveis quanto pelas enormes confusões que criava. Mesmo jogando ao lado de atletas como Ayala, Gabardo e Gabardinho, era apontado pelos torcedores como um dos maiores destaques do time. Mas o ponta-direita, esperto, driblador e artilheiro notabilizou-se mesmo pela fama de encrenqueiro, provocando várias brigas em sua carreira.


Ajudou a equipe alvirubra a brilhar em vários momentos, inclusive na primeira participação do clube em campeonatos mineiros, no longínquo ano de 1945, quando já era um veterano. Nesse campeonato, fraturou o tornozelo em um jogo contra o Atlético Mineiro, em Uberaba, numa disputa de bola com Cafunga.


Em 1946, recuperado mas receoso, retornou aos campos na equipe de aspirantes do Uberaba, mas não jogou mais pela equipe principal e acabou por transferir-se para o Atlético da Abadia, disputando o campeonato amador de Uberaba.


A última contusão, mal curada por uma medicina ortopédica ainda rudimentar, fez com que Juca mancasse para sempre. Encerrou sua carreira no final da década de 40. Por muitos anos trabalhou no Uberabão, como auxiliar de serviços gerais, onde servia o famoso “cafezinho da imprensa” nas cabines de rádio, jornal e TV. Completava a renda fazendo bicos como pedreiro e pintor.


Saindo de cena


E foi trabalhando na reforma de um telhado que Jucapato encontrou a morte. Por descuido, enquanto trabalhava, deixou escapar uma telha, que espatifou-se em um berço, no cômodo abaixo. O incidente não passou de um susto, mas a briga que se sucedeu, entre Juca e seu contratante, causou intensa emoção e desgosto no velho jogador. À noite, no mesmo dia, caiu vitimado por um infarto fulminante. Morreu brigando, como brigando viveu toda uma vida de limitações e dificuldades.

Faleceu em 06/02/1981, deixando viúva a Sra. Zulmira Teodoro de Sousa e quatro filhos. Seu velório ocorreu no Estádio Boulanger Pucci, com todas as honras para um dos maiores ídolos do clube em todos os tempos. Hoje é nome de uma rua no Conjunto Beija Flor II, bairro popular de Uberaba.

Abaixo a transcrição da marcha Juca Pato, composta por Lourival Balduíno do Carmo, o Barão, co-autor do hino do Uberaba Sport, publicada no jornal “O Triângulo Esportivo” em 1938. Mais uma evidência de sua condição de ídolo da torcida.


Juca Pato (Marcha) 
Música: Benedicto Nascimento
Letra: Lourival Balduíno do Carmo (Barão)


Bola ao ar, bola no chão
Juca Pato é campeão


Se a bola centra,
O negro entra!
Elle é pão duro!
Que não dá furo


É uberabense
Que chuta e vence
É o intemerato
Az Juca Pato!


Bola ao ar, bola no chão
Juca Pato é campeão


Torcida alerta!
É gol na certa
No pé do pato
Não há desacato
É bravo e audaz!
Heroe primeiro
Grande Ponteiro!


Bola ao ar, bola no chão
Juca Pato é campeão.
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Obs.:
Agradecimento especial à Doutora Lúcia Helena Soares, excelente obstetra, que trouxe ao mundo meus dois filhos, Ruy Neto e Davi. Neta de Juca Pato, Lúcia me contou boas histórias que enriqueceram esse artigo.


Demais fontes:
- Jornal O Triângulo Esportivo, de Uberaba-MG, edição de 22/02/1938.
- Jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba-MG, diversas edições de 1946.
- Jornal da Manhã, de Uberaba - MG, edição de 07/02/1981.
- Acervo Folha.
- Blog 100xCorinthians: http://100xcorinthians.blogspot.com.br

quinta-feira, 23 de abril de 2009

1938: Dois jogos entre Uberaba e Ponte Preta.

Em maio de 1938, Uberaba recebeu a visita da Ponte Preta, de Campinas, então tri-campeã daquela cidade. Foram disputados dois jogos, com uma vitória para o Uberaba e um empate.
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No primeiro jogo o Uberaba foi nitidamente superior. A Ponte abriu o marcador aos 15 minutos do primeiro tempo mas o Uberaba empatou em seguida e virou o jogo ainda no primeiro tempo. A Ponte cresceu na partida mas não conseguiu o empate. Na segunda etapa o "Esquadrão de Aço", como era chamado pela crônica desportiva da época levou um sufoco no início, mas equilibrou as ações e começou a atacar a meta campineira. O Uberaba ainda teve um gol de Zé Velho anulado pelo árbitro campineiro, antes de ampliar o marcador e dar números finais ao jogo.
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No segundo amistoso o Uberaba chegou a abrir 2x0 e ainda viu Juca Pato desperdiçar um pênalti. Mas a Ponte Preta conseguiu equilibrar as ações e atacou muito a meta uberabense na metade final do segundo tempo, chegando ao empate.
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Fichas Técnicas:
Primeiro Jogo:
Uberaba 3x1 Ponte Preta

Data: 01/05/1938
Local: Estádio Boulanger Pucci, Uberaba-MG.
Árbitro: (Liga Campineira)
Uberaba: Kong, Pepino e Santinho; Bié (João Paulino), Jorge e Piolin; Neri, Zé Velho, Gabardo, Gabardinho, Geraldino e Juca Pato.
Ponte Preta: Joel, Rodrigues e Bugre; Botelho, Ferreira (Juvenal) e Gustavo; Belém, Waldemar, Barriga, Alvico (Virgílio) e Benvindo (Alvino).
Gols: Gabardo (20' do 1ºT), Juca Pato (22' do 1ºT*) e Geraldino (38' do 2ºT); Waldemar (15' do 1ºT).
*Aproximado.

Segundo jogo:
Uberaba 2x2 Ponte Preta
Data: 03/05/1938
Local: Estádio Boulanger Pucci, Uberaba - MG
Árbitro: (Liga Campineira)
Uberaba: Raymundo, Pepino e Bilé; Bié (Santinho), Jorge e Piolin; Neri, Zé Velho, Capitão, Geraldino e Juca Pato.
Ponte Preta: Joel, Rodrigues e Buque; Gustavo, Gabriel e Botelho; Alvinho, Alvico, Belém, Waldemar (Barriga) e Olavo.
Gols: Juca Pato (32' do 1 T) e Capitão (20' do 2 T); Alvico (23' e 29' do 2 T ).

Fonte: Jornal "O Triângulo Esportivo", de Uberaba - MG, edição de 05/05/1938.

sábado, 18 de abril de 2009

Momento de luto: O meu pai também teve sua história com o Colorado.

Peço licença aos amigos torcedores do Uberaba para compartilhar com vocês o momento mais difícil de minha de vida: o falecimento de meu pai, ocorrido no dia de ontem, 17/04/2009.

Pessoa de um coração enorme, dedicou todos os seus 70 anos de vida a semear o bem, ajudar o próximo e fazer amigos, muitos amigos. Os depoimentos que escutei nos últimos dias reforçaram uma certeza que tinha há vários anos: MEU PAI TAMBÉM É O MELHOR PAI DO MUNDO.

O Ruy Trida “original” protagonizou, há exatos 28 anos, um único, delicado e mágico momento no futebol, que relatei há muito tempo neste blog e em outros espaços. Hoje tomo a liberdade de reproduzir o texto nas linhas abaixo, homenageando o meu idolatrado paizinho.
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Eu tinha 11 anos de idade e não perdia um jogo sequer do Colorado. Meu pai, diferente de mim, nunca se interessou por futebol. Mas o convite para aquela excursão parecia irrecusável. Conhecer os pontos turísticos do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa, por apenas alguns cruzeiros, era bom demais para ser verdade. É claro, tinha o jogo. Uberaba e…quem mesmo??? Para o “seu” Ruy Trida, tradicional motorista de táxi da Praça Rui Barbosa, Zico, Tita e Junior eram no máximo alguns apelidos, iguais a tantos que os meninos colocam uns nos outros nas peladas Brasil afora.
O ônibus, contratado pelo Sr. Olímpio, já falecido, saiu da Praça Rui Barbosa, por volta das 21 horas do dia anterior ao jogo. Chegaram à cidade maravilhosa no meio da manhã e não perderam tempo. A visita à praia de Copacabana foi muito legal (muitas mulheres seminuas, e que a Dona Vera, por Deus, não soubesse disso). Depois uma visita ao Pão de Açúcar, outra ao Cristo Redentor e, por fim o Maracanã.

Misturados à torcida rubro-negra, os corajosos torcedores do Uberaba não puderam comemorar a bela exibição e os dois gols do Colorado no primeiro tempo, marcados por Paulo Luciano e Serginho. Para o meu pai, até aí, nada de mais. Ele nem sabia quem era quem.

Mas aquele segundo tempo foi horrível. Não porque o Uberaba tivesse levado quatro gols. O duro foi abraçar toda aquela multidão em vermelho e preto a cada gol marcado. Quanto suor, lágrimas, risos e amizade sincera. O ônibus tomou o rumo do Triângulo Mineiro logo após o final do jogo e meu pai, ainda fascinado com as maravilhas do Rio de Janeiro, só tinha uma certeza: Nunca mais pisaria em um estádio de futebol!


Ficha Técnica:

Flamengo 4 x 2 Uberaba
Campeonato Brasileiro de 1981 – Taça de Ouro
Data: 01/04/1981
Estadio: Maracanã - Rio de Janeiro

Flamengo: Raul, Carlos Alberto, Luís Pereira, Marinho e Júnior; Vitor, Adílio e Zico (Fumanchu); Tita (Ronaldo), Nunes e Carlos Henrique.

Uberaba: Diron, Celso, Rafael, Tim e Aldeir; Vandinho, Joãozinho e Paulo Luciano; Ilton Serginho e Ney.Gols: Paulo Luciano (20’), Serginho (37’), Tita (2), Marinho e Nunes.


RUY TRIDA (*31/10/1938 +17/04/2009)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Uberaba x Villa Nova: Clássico completa 70 anos de rivalidade.


No próximo dia 02 de março, Uberaba e Villa Nova se enfrentam pela sétima rodada do Campeonato Mineiro de 2009. Duas das mais tradicionais equipes do futebol mineiro, Uberaba e Villa Nova se enfrentaram pela primeira vez em 1939, época em que o Colorado batia todos os participantes do Campeonato Mineiro que se aventuravam a viajar até o Triângulo Mineiro. No total apurei, até hoje, 91 jogos, com vantagem para o Centenário Leão do Bonfim. Até o ano de 1987 o confronto era equilibradíssimo. O período de declínio do Colorado, iniciado no final da década de 80, desequilibrou o confronto a favor do Villa.

Confira abaixo a relação de jogos (A lista pode estar incompleta):
13/08/1939 – Uberaba 2x0 Villa Nova – Amistoso
15/08/1939 – Uberaba 2x1 Villa Nova – Amistoso
09/05/1945 – Villa Nova 1x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
22/07/1945 – Uberaba 3x2 Villa Nova – Campeonato Mineiro
30/09/1945 – Villa Nova 5x2 Uberaba – Campeonato Mineiro
12/10/1961 – Uberaba 2x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
10/12/1961 – Villa Nova 0x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
22/07/1962 – Uberaba 4x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
01/12/1962 – Villa Nova 3x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
25/08/1963 – Villa Nova 1x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
10/11/1963 – Uberaba 2x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
05/07/1964 – Villa Nova 2x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
29/11/1964 – Uberaba 2x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
10/10/1965 – Villa Nova 2x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
25/01/1964 – Uberaba 2x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
10/07/1966 – Villa Nova 2x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
14/11/1966 – Uberaba 0x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
20/08/1967 – Villa Nova 1x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
05/11/1967 – Uberaba 2x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
07/04/1968 – Villa Nova 2x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
14/07/1968 – Uberaba 1x3 Villa Nova – Campeonato Mineiro
29/01/1969 – Uberaba 1x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
22/06/1969 – Villa Nova 5x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
22/07/1970 – Uberaba 2x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
30/08/1970 – Villa Nova 3x2 Uberaba – Campeonato Mineiro
04/04/1971 – Uberaba 0x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
23/05/1971 – Villa Nova 1x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
14/01/1973 – Uberaba 1x0 Villa Nova – Taça Minas Gerais
03/06/1973 – Villa Nova 0x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
1º/07/1973 – Uberaba 0x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
04/08/1974 – Villa Nova 1x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
02/10/1974 – Uberaba 0x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
03/11/1974 – Villa Nova 0x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
07/12/1974 – Uberaba 1x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
23/02/1975 – Villa Nova 2x2 Uberaba – Taça Minas Gerais
08/06/1975 – Uberaba 1x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
07/12/1975 – Uberaba 2x1 Villa Nova – Torneio Incentivo
18/05/1976 – Uberaba 0x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
20/06/1976 – Villa Nova 4x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
22/08/1976 – Uberaba 1x0 Villa Nova – Amistoso
24/02/1977 – Uberaba 2x0 Villa Nova – Taça Minas Gerais
30/03/1977 – Villa Nova 2x1 Uberaba – Taça Minas Gerais
08/05/1977 – Villa Nova 2x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
06/07/1977 – Uberaba 1x4 Villa Nova – Campeonato Mineiro
16/05/1978 – Villa Nova 1x0 Uberaba – Campeonato Brasileiro da Série A
24/09/1978 – Uberaba 0x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
19/11/1978 – Villa Nova 0x2 Uberaba – Campeonato Mineiro
20/05/1979 – Uberaba 1x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
15/07/1979 – Villa Nova 0x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
25/11/1979 – Uberaba 2x0 Villa Nova – Campeonato Brasileiro da Série A
23/03/1980 – Uberaba 0x0 Villa Nova – Campeonato Brasileiro da Série B
27/09/1980 – Villa Nova 2x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
26/07/1981 – Uberaba 1x2 Villa Nova – Campeonato Mineiro
18/10/1981 – Villa Nova 0x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
08/11/1981 – Uberaba 1x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
29/11/1981 – Villa Nova 1x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
04/08/1982 – Villa Nova 1x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
13/10/1982 – Uberaba 3x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
24/10/1982 – Uberaba 1x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
17/11/1982 – Villa Nova 2x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
14/07/1983 – Uberaba 3x3 Villa Nova – Campeonato Mineiro
15/09/1983 – Villa Nova 0x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
06/11/1983 – Villa Nova 0x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
24/11/1983 – Uberaba 2x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
16/06/1984 – Villa Nova 2x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
07/10/1984 – Uberaba 0x2 Villa Nova – Campeonato Mineiro
04/08/1985 – Villa Nova 0x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
06/10/1985 – Uberaba 1x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
09/03/1986 – Villa Nova 1x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
02/04/1986 – Uberaba 1x2 Villa Nova – Campeonato Mineiro
18/03/1987 – Uberaba 1x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro
13/06/1987 – Villa Nova 3x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
13/03/1988 – Villa Nova 0x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
24/04/1988 – Uberaba 0x2 Villa Nova – Campeonato Mineiro
16/04/1989 – Villa Nova 3x0 Uberaba – Campeonato Mineiro
14/03/1990 – Uberaba 1x1 Villa Nova – Campeonato Mineiro
09/05/1990 – Villa Nova 2x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
08/08/1993 – Uberaba 0x0 Villa Nova – Supercopa Minas Gerais
24/10/1993 – Villa Nova 3x1 Uberaba – Supercopa Minas Gerais
29/04/1995 – Villa Nova 3x0 Uberaba – Campeonato Mineiro do Módulo II
21/05/1995 – Uberaba 0x0 Villa Nova – Campeonato Mineiro do Módulo II
30/09/2001 – Uberaba 1x1 Villa Nova – Campeonato Brasileiro da Série C
28/10/2001 – Villa Nova 3x1 Uberaba – Campeonato Brasileiro da Série C
03/03/2004 – Villa Nova 2x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
17/09/2006 – Villa Nova 1x1 Uberaba – Taça Minas Gerais
22/10/2006 – Uberaba 1x0 Villa Nova – Taça Minas Gerais
19/11/2006 – Uberaba 1x1 Villa Nova – Taça Minas Gerais
26/11/2006 – Villa Nova 3x1 Uberaba – Taça Minas Gerais
23/03/2008 – Villa Nova 4x1 Uberaba – Campeonato Mineiro
07/09/2008 – Villa Nova 0x2 Uberaba – Taça Minas Gerais
12/10/2008 – Uberaba 1x1 Villa Nova – Taça Minas Gerais

ESTATÍSTICAS:
- 91 Jogos
- 34 Vitórias do Villa Nova
- 26 Vitórias do Uberaba
- 31 Empates
- 112 Gols Pró-Villa Nova
- 087 Gols Pró-Uberaba

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Grandes jogadores de nossa história: MEXICANO

Alfredo Lúcio de Moura, o Mexicano, ganhou esse apelido após a temporada de um circo mexicano em Uberaba. O garoto impressionava com sua habilidade em apresentações antes do início das atrações circenses. O circo foi embora e Alfredo se tornou, para sempre, o “Mexicano”.

O menino, criado no bairro da Abadia, cresceu e apareceu. Para o saudoso jornalista e também ídolo alvi-rubro, Ataliba Guaritá Neto, Mexicano era um “Touro” e fez parte da melhor linha média do Uberaba em todos os tempos: Mexicano-Nino-Nego. Dono de um potente chute com o dois pés, era um veloz e combativo marcador, com habilidade acima da média.

Precoce, iniciou sua carreira aos 17 anos, e já no ano seguinte fez parte do time que, em 1945, ousou enfrentar a longa distância entre Uberaba e Belo Horizonte e disputou pela primeira vez o campeonato mineiro. Suas belas atuações não passaram despercebidas e o valoroso jogador chamou a atenção dos grandes clubes da capital.
.Sua última apresentação pelo Uberaba se deu na derrota para o Libertad, do Paraguai, em janeiro de 1946. Vendido para o Atlético Mineiro, em fevereiro de 1946 foi para Belo Horizonte, ao lado do ponteiro Barros, que não se adaptou e logo voltou a Uberaba.

Mexicano, contudo, mesmo muito jovem, conquistou seu espaço e passou a fazer parte de um legendário setor defensivo, que contava com craques como o goleiro Kafunga, o zagueiro Murilo e o volante Zé do Monte.

O jogador foi bi-campeão mineiro defendendo o Atlético, participando de quase todos os jogos nas temporadas de 1946 e 1947. Em 1949, pouco antes do início do Campeonato Mineiro, que seria conquistado pelo Atlético, Mexicano deixou o clube, vendido ao Palmeiras. Saiu dizendo que um dia voltaria a vestir a camisa alvinegra.

Mas o destino impediu que Mexicano retornasse ao Galo. Após conquistar pelo time paulista o Campeonato Paulista (1950), o Torneio Rio-São Paulo (1950) e a Copa Rio (1951), fraturou a perna em 1954, encerrando a carreira prematuramente, aos 27 anos.

Hoje, aos 82 anos, trabalha como massagista no Catiguá Tênis Clube, de Patrocínio, na região do Alto Paranaíba. Casado, tem um filho e uma neta.

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Mexicano, em foto de 2008 (Foto: Rádio Difusora de Patrocínio)

Nome: Alfredo Lúcio de Moura

Data de nascimento: 15 de novembro de 1926

Local: Uberaba (MG)

Carreira profissional: Uberaba Sport (1944-1946); Atlético Mineiro (1946-1949), Palmeiras (1949-1954)

Títulos: Campeonato Mineiro (1946 e 1947), Campeonato Paulista (1951), Torneio Rio São Paulo (1950), Copa Rio (1951).


Fontes:

- Jornal "O Triângulo", de Uberaba-MG, várias edições de 1945 e 1946.

- Site O Canto do Galo: http://100anosgalo.blogspot.com

- Site Megaminas: http://megaminas.globo.com

- Site Futebol Amador de Minas: www.futebolamadordeminas.com

- Revista Uberaba Sport Club - 2003

1945: Uberaba disputa o campeonato mineiro pela primeira vez.

Em 1945, o Uberaba Sport disputou o campeonato mineiro pela primeira vez. Segundo a crônica desportiva da época a “Pampulha” atrapalhou os jogadores, que ficaram soltos pela bela capital mineira. Naquela época o Uberaba foi obrigado a jogar várias partidas em seqüência na capital mineira, afinal o restante das equipes, todas da região de Belo Horizonte, não tinham disposição em enfrentar os mais de 500 km que sepavam a capital da então maior cidade do Triângulo Mineiro, nas estradas de chão batido da época.
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A campanha não foi boa, mas o feito é digno de registro, afinal foi a primeira participação de uma equipe do Triângulo Mineiro em uma competição estadual, fato que só se repetiria no campeonato de 58, com o mesmo Uberaba. O Colorado terminou em 6º lugar, entre 7 participantes. É certo que o clube jogou mais vezes em Belo Horizonte do que em Uberaba, o que pode ter prejudicado a campanha do clube, mas foi evidente a decepção dos dirigentes e torcedores alvirubros, que esperavam uma melhor sorte.
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Alguns jogadores se destacaram na campanha alvi-rubra. O médio Mexicano e o ponteiro Barros chamaram a atenção dos grandes clubes de Belo Horizonte. Após uma negociação frustrada com o Cruzeiro, ambos foram contratados pelo Atlético Mineiro, em fevereiro de 1946. O uberabense Mexicano se tornaria um dos maiores jogadores da história do Galo.
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Goleada no Atlético Mineiro
Mas o clube protagonizou bons momentos naquela competição. O principal feito foi golear o Atlético Mineiro por 4x2, em uma partida noturna em Belo Horizonte. Uma vitória que valeu todos os sacrifícios. O Galo tinha craques consagrados como Kafunga, Murilo, Zé do Monte, Carango, Lucas, Mario de Souza, Lero e Nívio, além do argentino Baztarrica.
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O Uberaba jogou boa parte do jogo com apenas dez homens, devido à expulsão do meia Nego. Cabelo foi deslocado para a linha média, Netinho ficou na meia e Barros foi para o “miolo”. Este, aliás, estava com o “diabo” no corpo, ou nos pés…um verdadeiro canhão, autor de três belos gols. Netinho completou o placar para os valentes jogadores colorados.
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Mais tarde o árbitro da partida, o folclórico "Cidinho Bola Nossa", conhecido por apitar sempre a favor do Galo, um verdadeiro árbitro torcedor, confessou ter feito de tudo para evitar a vitória do Uberaba, incluindo a expulsão de Nego. Mas naquela noite, não tinha jeito, o Uberaba passaria por cima de tudo e todos.
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Babaró, saudoso cronista esportivo de Belo Horizonte explodiu:
“Parece impossível, mas é verdade: O Atlético perdeu, à noite, para o Uberaba e por goleada”.
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Ficha Técnica:
Atlético 2x4 Uberaba
Data: 18/10/1945
Local: Estádio Antônio Carlos, Belo Horizonte – MG.
Renda: Cr$4.000,00
Árbitro: Alcebíades Magalhães Dias.
Expulsão: Nego (USC).
Atlético: Kafunga, Murilo Silva e Ramos; Zezé, Afonso e Suíço; Lucas, Baztarrica, Fogosa, Lero e Nívio. Técnico: Ewando Becker.
Uberaba: Marinho, Botelho e Nenzinho; Mexicano, Nino e Nego; Haroldo, Orlando, Cabelo, Netinho e Barros. Técnico: Artur Nequessaurt.
Gols: Lero (17’), Barros (24’), Lucas (25’), Barros (40’), Netinho (63’) e Barros (72’).
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Os jogos do Uberaba*:
22/04/1945 Siderúrgica 3x3 Uberaba
29/04/1945 América 2x2 Uberaba
09/05/1945 Villa Nova 1x1 Uberaba
13/05/1945 Uberaba 1x2 Sete de Setembro
26/05/1945 Cruzeiro 4x1 Uberaba
01/07/1945 Atlético 4x0 Uberaba
22/07/1945 Uberaba 3x2 Villa Nova
29/07/1945 Uberaba 0x3 Atlético
12/08/1945 Uberaba 3x3 Cruzeiro
19/08/1945 Uberaba 2x3 Siderúrgica
16/09/1945 Uberaba 2x1 América
30/09/1945 Villa Nova 5x2 Uberaba
07/10/1945 Siderúrgica 2x0 Uberaba
14/10/1945 Cruzeiro 3x0 Uberaba
18/10/1945 Atlético 2x4 Uberaba
04/11/1945 América 3x1 Uberaba
11/11/1945 Sete de Setembro 1x3 Uberaba
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*Faltam os dados de uma derrota para o Sete de Setembro.
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Resumo: 18 jogos, 04 vitórias, 04 empates, 10 derrotas.
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Fontes:
Jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba - MG, edição de 27/01/59
Site O Canto do Galo: http://100anosgalo.blogspot.com
Site Conteúdo Esportivo: http://www.conteudoesportivo.com.br

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Uberaba estraga a festa do Uberabinha no dia do batizado do "Juca Ribeiro".

Em 23 de abril de 1938, um amistoso entre o Uberabinha (antigo nome do Uberlândia), que ainda mantinha seu antigo nome, nove anos após a mudança de nome da cidade, e o Uberaba, então o bicho papão da região, marcou a adoção do nome de Juca Ribeiro, aficcionado esportista e colaborador do Uberabinha, para o estádio do clube. A festa no intervalo ficou por conta da inauguração da Drogaria Alexandre e da homenagem a Juca Ribeiro, agora nome do estádio.
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Os festejos ocorriam ao som da marcha do Uberaba Sport, mais tarde transformada no hino do clube, tocada nas arquibancadas por uma excelente banda de música. O fato curioso foi a recusa do árbitro, Saccadura, em continuar seu trabalho após o término do 1º tempo. Ele se incomodou com os insultos que vinham das arquibancadas. Após um intervalo que se estendeu por 45 minutos as partes concordaram com um novo nome, Zé Minhoca, que de maneira enérgica levou a partida até seu final, ocorrido antes dos 40 minutos, por falta de luz natural.
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No fim, 2x1 para o Uberaba, que levou uma caravana de 150 veículos à cidade vizinha.
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Ficha Técnica:
Uberabinha 1x2 Uberaba
Motivo: Amistoso
Data: 23/04/1938
Local: Estádio Juca Ribeiro, Uberlândia - MG
Renda: 13.420$000
Árbitros: José Rodrigues (Saccadura) – 1º tempo, José Sabino Leonardo (Zé Minhoca) – 2º tempo.
Uberabinha: Balthazar, Maurício e Mexicano; Faride, Tião e Gustavo; Jabá, Tintias, Octávio, Wolney e Pinúcio.
Uberaba: Raymundo, Bile e Pepino; Piolin, Jorge e Bié; Juca Pato, Geraldino, Gabardo, Zé Velho e Nery (Quinca).Técnico: Orlando Ferenzi.
Gols: Jabá (30’ do 1ºT); Gabardo (4’ do 1ºT e 15’ do 2ºT).
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Gabardo, autor dos dois gols do Uberaba Sport.
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Fonte: Jornal O Triângulo Esportivo, de Uberaba-MG, edição n°13, de 27/04/1938, com a colaboração do Arquivo Público de Uberaba.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Uberaba x Uberlândia: Um dos maiores clássicos do interior brasileiro.

Final de semana de "Clássico do Triângulo", seguramente um dos maiores confrontos do interior brasileiro. Peço desculpas aos amigos que acompanham meu blog e já tiveram a oportunidade de conversar comigo sobre essa grande rivalidade, pois há tempos venho ensaiando publicar a história completa desse maravilhoso clássico. Infelizmente ainda falta muita coisa mas asseguro-lhes que já tenho cadastrados quase 140 jogos entre as duas equipes e estimo que o número total possa chegar a quase 200. Na próxima semana publicarei essa relação parcial, como aperitivo para os aficcionados pela história do clube.

Fundo do Baú: Adesivo alusivo aos cinquenta anos do Uberaba Sport.

Desde que comecei a relatar nesse blog a história de nosso clube tenho recebido a valiosa colaboração de várias pessoas, interessadas na proposta de manter viva nossa quase centenária tradição. Hoje publico um antigo adesivo, alusivo aos 50 anos do Colorado de BP, gentilmente cedido pelo amigo Onofre Miziara, valoroso funcionário municipal, atualmente lotado no Arquivo Público de Uberaba.
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

1939: Uberaba não disputava o Campeonato Mineiro, mas ganhava de todo mundo.

Em 1939, o Uberaba conseguiu fazer partidas memoráveis contra algumas das mais importantes equipes mineiras. Daquelas que participavam do questionado Campeonato Mineiro, nosso clube só não conseguiu vencer o Atlético, com quem empatamos em uma memorável partida em Belo Horizonte. Os bons resultados deixam claro que o Colorado seria um sério candidato ao título mineiro se o torneio realmente tivesse, naquela época, uma dimensão estadual.

Resultados:
06/01/1939 Uberaba 2x3 Sete de Setembro
08/01/1939 Uberaba 4x2 Sete de Setembro
15/01/1939 Uberaba 2x0 Uberlândia
29/01/1939 Uberlândia 1x4 Uberaba
18/05/1939 Uberaba 3x2 Palestra (Cruzeiro)
22/05/1939 Uberaba 1x0 Palestra (Cruzeiro)
08/07/1939 Uberaba 1x4 Siderúrgica
09/07/1939 Uberaba 2x1 Siderúrgica
13/08/1939 Uberaba 2x0 Villa Nova
15/08/1939 Uberaba 2x1 Villa Nova
03/09/1939 Uberaba 3x1 América
15/10/1939 Atlético 1x1 Uberaba
17/10/1939 Siderúrgica 2x2 Uberaba
29/10/1939 Uberaba 0x1 Palestra (Cruzeiro)
01/11/1939 Uberaba 2x2 Palestra (Cruzeiro)
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domingo, 7 de dezembro de 2008

Uberaba Sport se faz presente em museu dedicado ao futebol.

No final do mês de setembro a cidade de São Paulo ganhou um museu totalmente dedicado à grande paixão nacional. Criado através de parceria da Fundação Roberto Marinho com a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado e patrocinado por grandes empresas brasileiras, o Museu do Futebol funciona no Estádio do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo.
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Classificado como museu de terceira geração, o espaço combina diversas mídias para contar a trajetória brasileira no futebol e tentar explicar tamanha paixão.
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E, como reconhecimento pela enorme tradição do Uberaba Sport Club, nosso clube é um dos 101 times brasileiros, e único do interior mineiro, a fazer parte dessa iniciativa. Com mais de 90 anos de história e referência do futebol no Centro Oeste brasileiro nas décadas de 30, 40 e 50, nosso glorioso Colorado obteve grande expressão nacional nas décadas de 70 e 80, trajetória que deve ser valorizada e reconhecida. Os últimos anos, marcados por extremas dificuldades financeiras e uma difícil luta pela sobrevivência, não diminuíram o entusiasmo de nossa torcida e a esperança de retomarmos nossos dias de glória.
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Parabéns Colorado.
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Serviço:
Museu do Futebol

Local: Estádio do Pacaembu, Zona Oeste de SP
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h, exceto em dias de jogo (a agenda de jogos ficará disponível no site do museu (
www.museudofutebol.org.br).
Preço: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (para estudante). Crianças até 7 anos e idosos, a partir de 65 anos, não pagam.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

1958: Uberaba derrota o Vasco da Gama.

Em março de 1958, o Uberaba Sport, campeão da Copa do Triângulo de 1957, recebeu o Vasco da Gama, Campeão Carioca de 1956, para um festejado amistoso na capital do Zebu. O jogo, disputado à tarde, foi bastante movimentado, e terminou com uma bela virada do Uberaba.
Ficha Técnica:
Uberaba 3x1 Vasco da Gama
Data: 09/03/1958
Local: Estádio Boulanger Pucci, Uberaba - MG.
Árbitro: Walter Portela Filho
Auxiliares: Wilson Fernandes e Nivaldo Reis
Renda: Cr$ 330.000,00
Uberaba: Waldir, Laércio e Marambaia; Arnaud (Léo), Elpídio e Rubens; Machado (China), Paulo Gonçalves, Reinaldo, Inimá e Paulo Rezende (Machado).
Vasco: Barbosa, Dario (Bibi) e Viana; Écio (Odil), Barbozinha e Ortunha; Artof, Ilvinho (Delém), Hobberg (Waldemar), Roberto e Lierte.
Gols: Artof (31′ do 1ºT), Inimá (7′ do 2ºT) e Reinaldo (20′ e 25′ do 2º T).

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

1983: Uberaba pára nas mãos de Valdir Peres.

Em 1983, o Uberaba conseguiu o acesso direto da Taça de Prata para a Taça de Ouro, após aplicar uma sonora goleada sobre o Santa Cruz, por 5x0. A primeira partida pela Taça de Ouro foi contra o São Paulo, que trouxe alguns dos melhores jogadores brasileiros da época: Valdir Peres, Dario Pereira, Nelsinho, Renato, Careca e Zé Sérgio.

Logo no início da partida o ponta esquerda Zé Sérgio se contundiu e foi substituído pelo estreante Aguinaldo, que logo em sua primeira jogada abriu o placar para o Tricolor do Morumbi. O Uberaba foi pra cima e empatou com um belo gol de falta do meia Zé Carlos, o mesmo que brilhou no Cruzeiro e no Guarani, na década de 70.

A torcida colorada se animou com o primeiro tempo do time e acreditava numa vitória, mas logo no início do segundo tempo, uma ducha de água fria: Aguinaldo marcou o segundo para o São Paulo. O Uberaba partiu com tudo em busca de novo empate mas encontrou Valdir Peres em tarde inspirada. O goleiro da seleção de 82 fez uma série de belas defesas impedindo o empate do Uberaba. No final, já sem fôlego, o Uberaba ainda viu o São Paulo transformar uma difícil vitória em goleada. Careca (filho de um ídolo colorado da década de 50, Oliveira) e Renato, decretaram a primeira derrota do Zebu na Taça de Ouro daquele ano.

Ficha Técnica:
Uberaba 1x4 São Paulo
Data: 13/03/83
Local: Estádio Engenheiro João Guido, Uberabão
Público: 21.674
Renda: Cr$10.837.000,00
Árbitro: Luiz Carlos Félix
Auxiliares: Artur Ribeiro de Araújo e João Carlos Silva
Uberaba: Édson Luis, Celso Sá, Walter Lobão, Rafael e Aldeir; Joãozinho (Lindário), Zé Carlos e Toinzinho (Edvaldo); Simões, Binga e Ney.
São Paulo: Valdir Peres, Paulo, Vilela, Dario Pereira e Nelsinho; Márcio Araújo, Renato e Carlinhos Maracanã (Luís Gustavo); Paulo César, Careca e Zé Sérgio (Aguinaldo).
Gols: Zé Carlos (U); Aguinaldo (2), Careca e Renato.

terça-feira, 1 de julho de 2008

1966: Cidade de Uberaba domina o futebol do interior mineiro.

Foi um momento especial. Tão raro que até hoje não foi igualado na história do Campeonato Mineiro. E mesmo assim não teve, na época em que ocorreu, todo destaque que merecia. Naquele ano, 1966, a cidade de Uberaba tinha duas fortes equipes no campeonato, o tradicional Uberaba e o ascendente Nacional. Em uma época em que a famigerada “Tabela Dirigida” limitava a ida dos grandes clubes ao Triângulo Mineiro, não era fácil a vida dos times da cidade, obrigados a enormes deslocamentos pelas “Geraes”.

E foi assim, com muitas dificuldades e sem muito alarde, que Uberaba e Nacional chegaram à última rodada do campeonato empatados na terceira colocação, com 23 pontos ganhos. E o último jogo seria justamente o “Choque-Rei”, o clássico entre os dois times da capital do Zebu. Ou seja, quem vencesse a partida, conquistaria o simbólico, mas importante, título de campeão mineiro do interior.

O jogo, disputado no estádio do Uberaba, o Boulanger Pucci, foi marcado pelos inúmeros erros cometidos pelo Nacional. Erros que faciltaram a vida do time Colorado. O placar de 3x0 premiou a melhor equipe em campo, o Uberaba, mas não foi capaz de tirar o brilho da campanha do simpático time do bairro São Benedito, que conseguiu sua melhor colocação em todos os tempos.

Naquele dia, 04/12/1966, a cidade de Uberaba não sabia, mas ostentava um domínio que não mais se repetiria em solo mineiro, algo impensável nos dias de hoje.
Uberaba Sport Club, campeão mineiro do interior de 1966.
Ficha Técnica:
Uberaba 3x0 Nacional
Data: 04/12/1966
Local: Estádio Boulanger Pucci, Uberaba - MG
Renda: CR$2.553.500,00Público: 1.841
Árbitro: Joaquim Gonçalves
Uberaba: Pedro Bala, Valente, Hermínio, Vadinho e Quincas; Mingo e Peniche; Valtinho (Arlindo), Cunha (Waltinho), Walter e Carlos Alberto. Técnico: Dequinha.
Nacional: Leopoldo (Jardel), Dias, Poças, Paulo Misson e J. Alves; Jackson e Da Silva; Sylvinho, Mané, Tinoco e Walter Prado. Comissão Técnica: Franciso Decina, Sultan Mattar e Diógenes.
Gols: Walter, aos 12′ do 1°T e 35′ do 2°T; Peniche, aos 42′ do 1°T (pênalti).
Expulsões: Sylvinho (N) e Arlindo (U).
Classificação Final do Campeonato Mineiro de 1966
(Pontos ganhos):
1° - Cruzeiro 41 - Bi-campeão mineiro
2° - Atlético 36
3° - Uberaba 25 - Campeão do interior
4° - Nacional 23
5° - Villa Nova e América 22
7° - Uberlândia 20
8° - Valeriodoce 19
9° - Democrata 18
10° - Siderúrgica e Formiga 12
12° - Renascença 09

1955: Grande vitória sobre o Náutico.

Em 05/04/1955 o Uberaba Sport enfrentou o Clube Náutico Capibaribe em partida amistosa. Na fria noite uberabense, o Colorado Triangulino dominou toda a partida, envolvendo completamente a equipe pernambucana, e empolgando a grande assistência. Em um jogo emocionante, o Uberaba perdeu várias chances de gol e só chegou à vitória com um gol marcado no final da partida pelo atacante Loli, em cruzamento de Fausto.

Uma verdadeira explosão de alegria tomou conta da cidade. O Uberaba, campeão do Triângulo de 1954, provava, uma vez mais, ser capaz de rivalizar com os grandes clubes brasileiros. O Jornal Correio Católico, no dia seguinte, alardeava:

Uberaba soube ser craque no “frevo”
O treinador do Náutico, Pirilo, afirmou depois da partida:

“Dos quadros que enfrentamos nesta excursão, o Uberaba foi o melhor. Maior conjunto, maior técnica”.

Abaixo, um comentário bem humorado sobre a atuação do juiz português Anízio Morgado, publicada na coluna “Chute na Trave”, assinada por Zé Perneta:

“Anízio Morgado apitou ontem o jogo-frevo entre Uberaba e Náutico. E o árbitro português, que agora está em Pernambuco, saiu-se bem. A torcida porém não gostou…enquanto o zero a zero ficou no placar. E, aproveitando a fisionomia sombria do apitador, arranjou logo uma alcunha ao nobre descendente da terra de Camões. “Viúva Alegre”. “Viúva Alegre”. E o homem, sizudo, vestimenta preta, mantinha-se sereno, tranqüilo, enfiado em suas vestes pretas, tal qual a figura ilustrada de um discípulo da tradicional e famosa Universidade de Coimbra, honra e glória do “jardim florido à beira mar plantado…”

Ficha Técnica:
Uberaba 1x0 Náutico
Local: Estádio Boulanger Pucci, Uberaba-MG
Data: 05/04/1955
Renda: Cr$55.600,00
Árbitro: Anízio Morgado (Federação Portuguesa de Futebol)
Uberaba: Wilmondes, Donaldo e Cazeca; Tam, Tiago e Lanza; Fausto, Paulinho, Zé Luiz, Tales (Loli) e Oliveira. Técnico: Hector Grita.
Náutico: Celso, Caiçara e Lula; Nélio (Gilberto), Gago e Cuica; Guedes, Hamilton (Marcos) (Edimilson), Ivson, Rubinho e Borginho. Técnico: Pirilo.
Gol: Loli, aos 41′ do 2° tempo.

Fonte: Jornal Correio Católico, de Uberaba, edição de 06/04/1955.

sábado, 3 de maio de 2008

1957: Uberaba, campeão da Copa do Triângulo.

Em 1957, foi disputada a Copa do Triângulo, torneio de caráter amistoso que ocorreu nos mesmos moldes do extinto Campeonato Regional. E o Uberaba manteve sua hegemonia na região conquistando o título de maneira antecipada. A única derrota foi registrada quando o time já ostentava as faixas de campeão.

Confira abaixo a relação de participantes e a campanha do Colorado:

Participantes:
Araguari Atlético Clube - Araguari
Fluminense Futebol Clube - Araguari
Independente Atlético Clube - Uberaba
Nacional Futebol Clube - Uberaba
Operário Esporte Clube - Araguari
Uberaba Sport Club - Uberaba
Uberlândia Esporte Clube - Uberlândia


Resultados:
04/08/57
Operário 2x4 Uberaba [Vando (2); Reinaldo (2), Paulo, Idenir]

25/08/57
Independente 1x2 Uberaba [Ildeu; Machado, Paulinho]

01/09/57
Uberaba 4x0 Nacional [Paulinho (2), Idenir (2)]

22/09/57
Uberaba 3x1 Araguari [Marambaia, Reinaldo, Marin; Lizote]

06/10/57
Uberaba 0x0 Fluminense

10/10/57
Uberlândia 1x3 Uberaba [Sete Léguas; Joãozinho, Paulinho, Reinaldo]

31/10/57
Uberaba 6x0 Operário [Paulinho (3), Reinaldo (2), Machado]

03/11/57
Uberaba 1x0 Uberlândia [Paulinho]

15/12/57
Araguari 2x2 Uberaba [Lizote (2); Marin, Idenir]

22/12/57
Nacional 0x3 Uberaba [Marin, Idenir (2)]

29/12/57
Fluminense 3x2 Uberaba [Ubaldo, Betinho, Levi; Reinaldo (2)]

Com esses resultados, o Uberaba Sport Club sagrou-se campeão da Copa do Triângulo 1957.


Resumo da campanha:
- 11 jogos, 8 vitórias, 2 empates, 1 derrota.
- 30 gols marcados, 10 gols sofridos.

Artilheiros do Colorado:
- Paulinho - 8 gols
- Reinaldo - 8 gols
- Idenir - 6 gols
- Marin - 3 gols
- Machado - 2 gols
- Marambaia - 1 gol
- Joãozinho - 1 gol
- Paulo - 1 gol

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Uai, a trave encolheu???? Boa campanha em 58 esbarra em juiz.

Algo de muito inusitado ocorreu no Campeonato Mineiro de 1958. O primeiro turno, concluído ainda em 1958, foi ganho pelo Atlético. O segundo turno foi disputado no ano de 59 e houve um grande equilíbrio entre os participantes. Cruzeiro, América e Uberaba, caçula da divisão extra, chegaram à rodada final empatados na liderança, com chances de conquistar o returno e o direito de disputar o título máximo contra o Atlético.


01/03/1959
Na última rodada, em Belo Horizonte, o Cruzeiro fez sua parte e venceu o Atlético por 1x0. Em Uberaba, o time da casa e o América disputaram um jogo interessantíssimo. O Uberaba saiu na frente com gols de Paulinho e Reinaldo, abrindo 2x0. O América diminuiu em um penalti contestadíssimo pelos uberabenses, anotado por Miguel. O Uberaba seguiu dominando e teve dois gols anulados pelo juiz. O primeiro com a alegação de impedimento e o segundo com a justificativa de que o jogador Paulo Gonçalves, do Uberaba, havia tocado com a mão, e não com a cabeça, a bola que entrara no gol americano. No segundo tempo, o América empatou com um gol, mais uma vez, contestado pela torcida e dirigentes do Uberaba, que alegaram que Gunga se encontrava impedido.
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Gol de cabeça feito por Paulo Gonçalves, anulado pelo juiz.



O juiz foi Luiz Pereira Filho, o popular Luiz Guarda, membro da Polícia Militar, que antes da partida foi muito elogiado pela crônica esportiva uberabense. No final 2x2 e o título do segundo turno seria do Cruzeiro. A torcida do Uberaba, incrédula e decepcionada, não conseguia deixar o estádio. Depois os torcedores fizeram o enterro simbólico do juiz.


As manchetes do tradicional jornal “Lavoura e Comércio”, de Uberaba, de 02/03/59, são o retrato da revolta de toda uma cidade:

“Esbulho Calamitoso”
“Um homem destruiu tudo: Sacrifícios sem conta e gols
legítimos. Uberaba Sport foi roubado em sua casa.”
“Ninguém pode contestar: O
juiz foi o n.° 1 em campo!”
Inconformados, os dirigentes do Uberaba fizeram de tudo para anular a partida. Tal situação também agradava ao América, que desta forma teria uma nova chance de vencer o Uberaba e fazer um jogo extra contra o Cruzeiro, que já havia comemorado o título do returno. Inicialmente, a defesa do Uberaba se baseava nos erros do juiz, mas surpreendentemente o relatório do árbitro trouxe uma nova opção para uberabenses e americanos. Nele, Luiz Guarda afirmava que uma das traves do Estádio Boulanger Pucci não estava dentro das medidas padrão, cerca de doze centímetros menor . Esqueceram-se então os erros do árbitro, os gols anulados e toda a revolta da cidade do Triângulo. Havia uma luz no final do túnel. Depois de muito bate-boca o jogo foi cancelado pela Justiça Desportiva Mineira, e desta vez a bronca foi dos dirigentes cruzeirenses, que não admitiam a hipótese de colocar em risco o título que já tinham comemorado.

O Cruzeiro entrou com recurso que paralisou o campeonato por algum tempo. A pendenga só seria resolvida após um acordo que envolveu todos os clubes interessados, em reunião, realizada em Belo Horizonte, que durou mais de cinco horas. Participaram representantes de Atlético, Cruzeiro, América, Siderúrgica e Uberaba. Os termos desse acordo foram:

1) América e Cruzeiro abririam mão do Super Campeonato de Aspirantes, dando o título ao Atlético.
2) Definida a realização da 4a. partida entre Cruzeiro e Atlético pelo título de 1956.
3) O Cruzeiro retiraria o recurso contra a realização da partida entre Uberaba e América.
Foi então marcada uma nova partida, também para Boulanger Pucci, com as traves corretamente instaladas. Desta feita, com toda a imprensa esportiva de Minas Gerais interessada na partida, foi escolhido, com aprovação de ambas as partes, o juiz carioca Amílcar Ferreira.
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29/03/59
Finalmente o novo jogo. O América vinha embalado após vencer Cruzeiro e Atlético em jogos amistosos mas o Uberaba confiava na repetição da boa atuação da última partida. O jogo começou e o Uberaba logo marcou, em penalti convertido pelo artilheiro Paulinho, logo aso 5 minutos de partida, dando a falsa impressão de que poderia vencer com facilidade. O América se ajustou em campo e empatou ainda no primeiro tempo, com gol de Ernani. O América já merecia o gol da virada quando, aos 17 minutos do segundo tempo, o juiz suspendeu a partida devido à forte chuva que caía sobre o estádio.

As equipes voltaram a campo no dia seguinte, 30/03/59, para a disputa do tempo restante. E o América conseguiu a vitória, com um gol de Gunga em falha clamorosa do goleiro Waldo, o que gerou suspeitas sobre o arqueiro colorado. Decepção total em Uberaba, que sonhava em disputar o título mineiro logo em sua primeira participação. Desta vez o juiz foi elogiado por todos. Não havia espaço para contestação.

Pelos lados do América, tanto esforço foi recompensado, pois o time conseguiu vencer o Cruzeiro na série decisiva do returno e enfrentou o Atlético Mineiro na grande decisão, essa vencida pelo Galo. A vitória do América no segundo jogo foi incontestável, mas nada tira da memória dos antigos torcedores colorados que o time esteve perto, muito perto de decidir o título mineiro de 58 e não conseguiu por culpa única e exclusiva do juiz.

Fonte: Jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba, diversas edições de Fevereiro a Abril de 1959, com a colaboração do Arquivo Público de Uberaba.