Uberaba Sport Club, 98 anos de glória

Fundado em 15/07/1917, o Uberaba Sport sempre teve uma torcida apaixonada. Esse espaço pretende resgatar a bela história de nosso querido clube. É muito bom reviver esses grandes momentos, que explicam a paixão de nossa torcida, cada dia mais orgulhosa dos grandes jogos que voltaram a colorir o Uberabão. Nossa história é recheada de conquistas. Por várias vezes fomos os melhores do interior mineiro e, nos anos de 1981 e 1983, subimos direto para a Taça de Ouro, a partir da Taça de Prata. A Taça Minas Gerais, conquistada em 1980, não consta dos arquivos da Federação Mineira e é creditada ao América em algumas publicações. Mas eu estava lá... e vi o Uberaba levantar a Taça, já em 81, com uma vitória por 2x1, aos 50 minutos do segundo tempo, gol do lateral esquerdo Aldeir, após uma longa batalha jurídica contra a Federação Mineira. Nos posts a seguir, tento colocar os pingos nos is, e tenho certeza de que os mais jovens sentirão mais forte o orgulho de ser Colorado. Abaixo, assista aos dois gols do USC marcados contra o Flamengo, em 1981. Aquele primeiro tempo foi simplesmente fantástico. Foi uma derrota, mas a forma como o Colorado jogou foi incrível. Afinal, enfrentar o campeão brasileiro, o time do Zico, no Maracanã, e abrir 2x0... Até hoje escuto o barulho dos fogos.












terça-feira, 1 de julho de 2008

1966: Cidade de Uberaba domina o futebol do interior mineiro.

Foi um momento especial. Tão raro que até hoje não foi igualado na história do Campeonato Mineiro. E mesmo assim não teve, na época em que ocorreu, todo destaque que merecia. Naquele ano, 1966, a cidade de Uberaba tinha duas fortes equipes no campeonato, o tradicional Uberaba e o ascendente Nacional. Em uma época em que a famigerada “Tabela Dirigida” limitava a ida dos grandes clubes ao Triângulo Mineiro, não era fácil a vida dos times da cidade, obrigados a enormes deslocamentos pelas “Geraes”.

E foi assim, com muitas dificuldades e sem muito alarde, que Uberaba e Nacional chegaram à última rodada do campeonato empatados na terceira colocação, com 23 pontos ganhos. E o último jogo seria justamente o “Choque-Rei”, o clássico entre os dois times da capital do Zebu. Ou seja, quem vencesse a partida, conquistaria o simbólico, mas importante, título de campeão mineiro do interior.

O jogo, disputado no estádio do Uberaba, o Boulanger Pucci, foi marcado pelos inúmeros erros cometidos pelo Nacional. Erros que faciltaram a vida do time Colorado. O placar de 3x0 premiou a melhor equipe em campo, o Uberaba, mas não foi capaz de tirar o brilho da campanha do simpático time do bairro São Benedito, que conseguiu sua melhor colocação em todos os tempos.

Naquele dia, 04/12/1966, a cidade de Uberaba não sabia, mas ostentava um domínio que não mais se repetiria em solo mineiro, algo impensável nos dias de hoje.
Uberaba Sport Club, campeão mineiro do interior de 1966.
Ficha Técnica:
Uberaba 3x0 Nacional
Data: 04/12/1966
Local: Estádio Boulanger Pucci, Uberaba - MG
Renda: CR$2.553.500,00Público: 1.841
Árbitro: Joaquim Gonçalves
Uberaba: Pedro Bala, Valente, Hermínio, Vadinho e Quincas; Mingo e Peniche; Valtinho (Arlindo), Cunha (Waltinho), Walter e Carlos Alberto. Técnico: Dequinha.
Nacional: Leopoldo (Jardel), Dias, Poças, Paulo Misson e J. Alves; Jackson e Da Silva; Sylvinho, Mané, Tinoco e Walter Prado. Comissão Técnica: Franciso Decina, Sultan Mattar e Diógenes.
Gols: Walter, aos 12′ do 1°T e 35′ do 2°T; Peniche, aos 42′ do 1°T (pênalti).
Expulsões: Sylvinho (N) e Arlindo (U).
Classificação Final do Campeonato Mineiro de 1966
(Pontos ganhos):
1° - Cruzeiro 41 - Bi-campeão mineiro
2° - Atlético 36
3° - Uberaba 25 - Campeão do interior
4° - Nacional 23
5° - Villa Nova e América 22
7° - Uberlândia 20
8° - Valeriodoce 19
9° - Democrata 18
10° - Siderúrgica e Formiga 12
12° - Renascença 09

1955: Grande vitória sobre o Náutico.

Em 05/04/1955 o Uberaba Sport enfrentou o Clube Náutico Capibaribe em partida amistosa. Na fria noite uberabense, o Colorado Triangulino dominou toda a partida, envolvendo completamente a equipe pernambucana, e empolgando a grande assistência. Em um jogo emocionante, o Uberaba perdeu várias chances de gol e só chegou à vitória com um gol marcado no final da partida pelo atacante Loli, em cruzamento de Fausto.

Uma verdadeira explosão de alegria tomou conta da cidade. O Uberaba, campeão do Triângulo de 1954, provava, uma vez mais, ser capaz de rivalizar com os grandes clubes brasileiros. O Jornal Correio Católico, no dia seguinte, alardeava:

Uberaba soube ser craque no “frevo”
O treinador do Náutico, Pirilo, afirmou depois da partida:

“Dos quadros que enfrentamos nesta excursão, o Uberaba foi o melhor. Maior conjunto, maior técnica”.

Abaixo, um comentário bem humorado sobre a atuação do juiz português Anízio Morgado, publicada na coluna “Chute na Trave”, assinada por Zé Perneta:

“Anízio Morgado apitou ontem o jogo-frevo entre Uberaba e Náutico. E o árbitro português, que agora está em Pernambuco, saiu-se bem. A torcida porém não gostou…enquanto o zero a zero ficou no placar. E, aproveitando a fisionomia sombria do apitador, arranjou logo uma alcunha ao nobre descendente da terra de Camões. “Viúva Alegre”. “Viúva Alegre”. E o homem, sizudo, vestimenta preta, mantinha-se sereno, tranqüilo, enfiado em suas vestes pretas, tal qual a figura ilustrada de um discípulo da tradicional e famosa Universidade de Coimbra, honra e glória do “jardim florido à beira mar plantado…”

Ficha Técnica:
Uberaba 1x0 Náutico
Local: Estádio Boulanger Pucci, Uberaba-MG
Data: 05/04/1955
Renda: Cr$55.600,00
Árbitro: Anízio Morgado (Federação Portuguesa de Futebol)
Uberaba: Wilmondes, Donaldo e Cazeca; Tam, Tiago e Lanza; Fausto, Paulinho, Zé Luiz, Tales (Loli) e Oliveira. Técnico: Hector Grita.
Náutico: Celso, Caiçara e Lula; Nélio (Gilberto), Gago e Cuica; Guedes, Hamilton (Marcos) (Edimilson), Ivson, Rubinho e Borginho. Técnico: Pirilo.
Gol: Loli, aos 41′ do 2° tempo.

Fonte: Jornal Correio Católico, de Uberaba, edição de 06/04/1955.

sábado, 3 de maio de 2008

1957: Uberaba, campeão da Copa do Triângulo.

Em 1957, foi disputada a Copa do Triângulo, torneio de caráter amistoso que ocorreu nos mesmos moldes do extinto Campeonato Regional. E o Uberaba manteve sua hegemonia na região conquistando o título de maneira antecipada. A única derrota foi registrada quando o time já ostentava as faixas de campeão.

Confira abaixo a relação de participantes e a campanha do Colorado:

Participantes:
Araguari Atlético Clube - Araguari
Fluminense Futebol Clube - Araguari
Independente Atlético Clube - Uberaba
Nacional Futebol Clube - Uberaba
Operário Esporte Clube - Araguari
Uberaba Sport Club - Uberaba
Uberlândia Esporte Clube - Uberlândia


Resultados:
04/08/57
Operário 2x4 Uberaba [Vando (2); Reinaldo (2), Paulo, Idenir]

25/08/57
Independente 1x2 Uberaba [Ildeu; Machado, Paulinho]

01/09/57
Uberaba 4x0 Nacional [Paulinho (2), Idenir (2)]

22/09/57
Uberaba 3x1 Araguari [Marambaia, Reinaldo, Marin; Lizote]

06/10/57
Uberaba 0x0 Fluminense

10/10/57
Uberlândia 1x3 Uberaba [Sete Léguas; Joãozinho, Paulinho, Reinaldo]

31/10/57
Uberaba 6x0 Operário [Paulinho (3), Reinaldo (2), Machado]

03/11/57
Uberaba 1x0 Uberlândia [Paulinho]

15/12/57
Araguari 2x2 Uberaba [Lizote (2); Marin, Idenir]

22/12/57
Nacional 0x3 Uberaba [Marin, Idenir (2)]

29/12/57
Fluminense 3x2 Uberaba [Ubaldo, Betinho, Levi; Reinaldo (2)]

Com esses resultados, o Uberaba Sport Club sagrou-se campeão da Copa do Triângulo 1957.


Resumo da campanha:
- 11 jogos, 8 vitórias, 2 empates, 1 derrota.
- 30 gols marcados, 10 gols sofridos.

Artilheiros do Colorado:
- Paulinho - 8 gols
- Reinaldo - 8 gols
- Idenir - 6 gols
- Marin - 3 gols
- Machado - 2 gols
- Marambaia - 1 gol
- Joãozinho - 1 gol
- Paulo - 1 gol

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Uai, a trave encolheu???? Boa campanha em 58 esbarra em juiz.

Algo de muito inusitado ocorreu no Campeonato Mineiro de 1958. O primeiro turno, concluído ainda em 1958, foi ganho pelo Atlético. O segundo turno foi disputado no ano de 59 e houve um grande equilíbrio entre os participantes. Cruzeiro, América e Uberaba, caçula da divisão extra, chegaram à rodada final empatados na liderança, com chances de conquistar o returno e o direito de disputar o título máximo contra o Atlético.


01/03/1959
Na última rodada, em Belo Horizonte, o Cruzeiro fez sua parte e venceu o Atlético por 1x0. Em Uberaba, o time da casa e o América disputaram um jogo interessantíssimo. O Uberaba saiu na frente com gols de Paulinho e Reinaldo, abrindo 2x0. O América diminuiu em um penalti contestadíssimo pelos uberabenses, anotado por Miguel. O Uberaba seguiu dominando e teve dois gols anulados pelo juiz. O primeiro com a alegação de impedimento e o segundo com a justificativa de que o jogador Paulo Gonçalves, do Uberaba, havia tocado com a mão, e não com a cabeça, a bola que entrara no gol americano. No segundo tempo, o América empatou com um gol, mais uma vez, contestado pela torcida e dirigentes do Uberaba, que alegaram que Gunga se encontrava impedido.
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Gol de cabeça feito por Paulo Gonçalves, anulado pelo juiz.



O juiz foi Luiz Pereira Filho, o popular Luiz Guarda, membro da Polícia Militar, que antes da partida foi muito elogiado pela crônica esportiva uberabense. No final 2x2 e o título do segundo turno seria do Cruzeiro. A torcida do Uberaba, incrédula e decepcionada, não conseguia deixar o estádio. Depois os torcedores fizeram o enterro simbólico do juiz.


As manchetes do tradicional jornal “Lavoura e Comércio”, de Uberaba, de 02/03/59, são o retrato da revolta de toda uma cidade:

“Esbulho Calamitoso”
“Um homem destruiu tudo: Sacrifícios sem conta e gols
legítimos. Uberaba Sport foi roubado em sua casa.”
“Ninguém pode contestar: O
juiz foi o n.° 1 em campo!”
Inconformados, os dirigentes do Uberaba fizeram de tudo para anular a partida. Tal situação também agradava ao América, que desta forma teria uma nova chance de vencer o Uberaba e fazer um jogo extra contra o Cruzeiro, que já havia comemorado o título do returno. Inicialmente, a defesa do Uberaba se baseava nos erros do juiz, mas surpreendentemente o relatório do árbitro trouxe uma nova opção para uberabenses e americanos. Nele, Luiz Guarda afirmava que uma das traves do Estádio Boulanger Pucci não estava dentro das medidas padrão, cerca de doze centímetros menor . Esqueceram-se então os erros do árbitro, os gols anulados e toda a revolta da cidade do Triângulo. Havia uma luz no final do túnel. Depois de muito bate-boca o jogo foi cancelado pela Justiça Desportiva Mineira, e desta vez a bronca foi dos dirigentes cruzeirenses, que não admitiam a hipótese de colocar em risco o título que já tinham comemorado.

O Cruzeiro entrou com recurso que paralisou o campeonato por algum tempo. A pendenga só seria resolvida após um acordo que envolveu todos os clubes interessados, em reunião, realizada em Belo Horizonte, que durou mais de cinco horas. Participaram representantes de Atlético, Cruzeiro, América, Siderúrgica e Uberaba. Os termos desse acordo foram:

1) América e Cruzeiro abririam mão do Super Campeonato de Aspirantes, dando o título ao Atlético.
2) Definida a realização da 4a. partida entre Cruzeiro e Atlético pelo título de 1956.
3) O Cruzeiro retiraria o recurso contra a realização da partida entre Uberaba e América.
Foi então marcada uma nova partida, também para Boulanger Pucci, com as traves corretamente instaladas. Desta feita, com toda a imprensa esportiva de Minas Gerais interessada na partida, foi escolhido, com aprovação de ambas as partes, o juiz carioca Amílcar Ferreira.
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29/03/59
Finalmente o novo jogo. O América vinha embalado após vencer Cruzeiro e Atlético em jogos amistosos mas o Uberaba confiava na repetição da boa atuação da última partida. O jogo começou e o Uberaba logo marcou, em penalti convertido pelo artilheiro Paulinho, logo aso 5 minutos de partida, dando a falsa impressão de que poderia vencer com facilidade. O América se ajustou em campo e empatou ainda no primeiro tempo, com gol de Ernani. O América já merecia o gol da virada quando, aos 17 minutos do segundo tempo, o juiz suspendeu a partida devido à forte chuva que caía sobre o estádio.

As equipes voltaram a campo no dia seguinte, 30/03/59, para a disputa do tempo restante. E o América conseguiu a vitória, com um gol de Gunga em falha clamorosa do goleiro Waldo, o que gerou suspeitas sobre o arqueiro colorado. Decepção total em Uberaba, que sonhava em disputar o título mineiro logo em sua primeira participação. Desta vez o juiz foi elogiado por todos. Não havia espaço para contestação.

Pelos lados do América, tanto esforço foi recompensado, pois o time conseguiu vencer o Cruzeiro na série decisiva do returno e enfrentou o Atlético Mineiro na grande decisão, essa vencida pelo Galo. A vitória do América no segundo jogo foi incontestável, mas nada tira da memória dos antigos torcedores colorados que o time esteve perto, muito perto de decidir o título mineiro de 58 e não conseguiu por culpa única e exclusiva do juiz.

Fonte: Jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba, diversas edições de Fevereiro a Abril de 1959, com a colaboração do Arquivo Público de Uberaba.

domingo, 6 de abril de 2008

2008: Campanha é pífia mas Uberaba evita o rebaixamento.

Após permanecer todo o campeonato mineiro na zona de rebaixamento, o Uberaba conseguiu, na última rodada, escapar da degola. A diretoria repetiu o erro de 2004 e montou um time de última hora para a disputa do campeonato. A chegada de alguns medalhões como Camanducaia e Fábio Saci iludiu a torcida, que acreditava até em classificação para as semifinais.

Mas o sonho durou pouco, muito pouco. Na primeira partida, uma exibição vexatória e a derrota de 4x0 para o Cruzeiro fizeram com que o treinador Nêdo Xavier pedisse demissão. Em seu lugar assumiu o ex-goleiro Ricardo Pinto, que não conseguiu uma vitória sequer na competição e também não resistiu à má campanha. Em seu lugar assumiu Nenê Belarmino, com quem o Colorado finalmente conseguiu vencer.

Um empate aqui, uma vitória ali e aos poucos o Uberaba foi se aproximando da salvação ao rebaixamento, que foi conquistada na última rodada com uma combinação de resultados. Ao vencer o Democrata de Governador Valadares por 2x1, com gols de Matheus e Carlinhos, o Colorado ultrapassou Ipatinga e Social e terminou em 9° lugar o campeonato de 2008.

E o Ipatinga, recém promovido à primeira divisão do campeonato brasileiro foi surpreendentemente rebaixado para o Módulo II do campeonato mineiro.

A campanha do Uberaba:

  • 27/01 Cruzeiro 4x0 Uberaba
  • 02/02 Uberaba 1x1 Rio Branco
  • 10/02 Tupi 2x0 Uberaba
  • 17/02 Ituiutaba 1x1 Uberaba
  • 23/02 Uberaba 0x1 Atlético-MG
  • 02/03 Ipatinga 4x0 Uberaba
  • 09/03 Uberaba 3x3 Guarani-MG
  • 16/03 Uberaba 2x1 Social
  • 23/03 Villa Nova 4x1 Uberaba
  • 30/03 Democrata FC 0x3 Uberaba
  • 06/04 Uberaba 2x1 EC Democrata

Resumo:

  • 11 jogos, 3 vitórias, 3 empates e 5 derrotas.
  • 13 gols marcados e 22 gols sofridos.

Colocação final: 9° lugar

Paulinho, nosso maior artilheiro.

Nascido em Ibiá, em 03/03/1933, Paulo Lúcio de Paula Teixeira, o Paulinho, foi provavelmente o maior artilheiro da história do Uberaba. Marcou mais de 200 gols em quase uma década como ídolo da torcida colorada.
Deu seus primeiros chutes no Esporte Clube Ferroviário, de Ibiá. Em 1950 foi jogar no juvenil do América Mineiro. Dois anos depois, o primeiro contrato profissional, com o Comercial de Campo Belo. No final de 53 chegou a Uberaba, tornando-se rapidamente ídolo da torcida.

Fã de Nora Ney, Nelson Gonçalves e Dalva de Oliveira, era torcedor de Flamengo e Palmeiras, mas não teve oportunidade de jogar nos times de coração. As boas jornadas pelo Colorado o levaram a jogar no Fluminense e no São Paulo. Para o mestre Zizinho, que chegou a jogar uma partida amistosa pelo Uberaba, Paulinho era um jogador completo.

Suas principais características eram o apurado domínio de bola, a arrancada fulminante em direção ao gol e um raro faro de gol.
Contudo, sua saída do Uberaba, em Agosto de 1960 foi melancólica. Após três derrotas seguidas no campeonato mineiro e entendendo que o treinador Thiago Melo havia sido boicotado na derrota de 3x0 para o Guarani de Divinópolis, a diretoria resolveu dispensar Paulinho e Marambaia. Ambos chegaram a ser presos por tentarem recuperar seus contratos na sede do clube. Um pouco antes, no estádio Boulanger Pucci, Paulinho chegou a ameaçar o treinador com uma faca. Thiago foi dispensado do Uberaba no final do ano e Paulinho carregaria para sempre a mágoa com a diretoria do clube que o projetou.

Faleceu em Belo Horizonte, em meados da década de 90.

Os gols de Paulinho:
  • 1953 - Sem registro
  • 1954 - Sem registro
  • 1955 - 33 gols
  • 1956 - 40 gols
  • 1957 - 43 gols
  • 1958 - 17 gols
  • 1959 - 39 gols
  • 1960 - 16 gols

quarta-feira, 2 de abril de 2008

1957: Torneio Internacional Josias Ferreira Sobrinho; Quando Zizinho jogou no Uberaba.

No início de 1957, o Uberaba Sport Club promoveu um torneio internacional na cidade de Uberaba, aproveitando a excursão do Rosario Central da Argentina ao Brasil. O triangular foi completado por um combinado carioca, formado por jogadores do América e do Fluminense. O Uberaba era treinado, à época, por Danilo Alvim, que conseguiu que o amigo Zizinho, então o maior jogador brasileiro de todos os tempos e que jogava no Bangu, viesse reforçar o Colorado de Boulanger Pucci. O Rosario Central estava, até então, invicto em sua excursão pelos gramados brasileiros com vitórias sobre a Seleção Gaúcha, o Corintians e o Taubaté e um empate com a Seleção Paranaense. Mas, no Triângulo Mineiro, os argentinos conheceram suas primeiras derrotas.
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Chegada do time argentino a Uberaba (Foto: Correio Católico)
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Participantes:
Uberaba Sport Club
Club Atlético Rosario Central
Combinado América - Fluminense

Fichas Técnicas:
17/01/57
Uberaba 1x3 Combinado América - Fluminense
Local: Estádio Boulanger Pucci, Uberaba - MG
Juiz: Wilson Santos (FMF)
Renda: Cr$ 150.000,00
Combinado: Jairo, Cacá e Lúcio; Ivan (Jair Santana), Agnelo e Hélio; Telê, Léo (Alarcon), Leônidas, Alarcon (Alvinho) e Escurinho. Técnico: Plácido.
Uberaba: Rui (Luizinho), Marambaia e Manduca; Danilo Alvim (Sabará) (Léo), Laércio e Pampolini (Loli); Baltazar (Fausto), Paulinho, Reinaldo, Zizinho e Braguinha (Oliveira). Técnico: Danilo Alvim
Gols: Léo (22′ do 1° T), Alarcon (7′ do 2° T), Paulinho (8′ do 2° T) e Escurinho (30′ do 2°T).
19/01/57
Combinado América - Fluminense 5x1 Rosario Central
Local: Estádio Boulanger Pucci, Uberaba - MG
Juiz: Absalão Ribeiro
Renda: Cr$ 360.000,00
Combinado: Jairo, Cacá e Lúcio (Roberto); Ivan (Jair Santana), Agnelo (Batatais) e Hélio (Paulo); Telê (Ramos), Léo, Leônidas (Alvinho), Alarcon e Escurinho. Técnico: Plácido
Rosario Central: Casadei (Bertoldi), Biagioli e Cardoso; Alvarez, Mini, La Rosa e Poy; Apiciafuoco (Mottura), La Rosa (Perracio), Juarez (Sanchez), Castro e Gimenez (Ramirez). Técnico: Diaz.
Gols: Leônidas (22′ e 27′ do 1° T e 13′ do 2° T), Alarcon (42′ do 1°T), Léo (44 do 1° T) e Castro (43 do 2° T).

20/01/57
Uberaba 2x1 Rosario Central
Local: Estádio Boulanger Pucci, Uberaba - MG
Juiz: João de Melo (LUF)
Renda: Cr$ 100.000,00
Uberaba: Jairo, Loli e Manduca; Danilo Alvim, Sabará e Laércio; Fausto, Paulinho, Reinaldo, Lizoti (Idenir) e Oliveira. Técnico: Danilo Alvim
Rosario Central: Casadei (Bertoldi), Biagioli e Cardoso (Gianello); Alvarez, Mini, La Rosa (Mini) e Poy (Chavez); Mottura, Sanchez (Perrucio), Juarez, Castro (Apiciafuoco) e Gimenez (Ramirez). Técnico: Diaz.
Gols: Juarez (30′ do 1° T), Paulinho (41′ do 1° T e 9′ do 2° T).
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Combinado América - Fluminense; O primeiro sentado á esquerda é o saudoso Telê. (Foto: Correio Católico)

Combinado América - Fluminense, campeão do Torneio Internacional Josias Ferreira Sobrinho.

A participação de Zizinho:
A pedido do amigo Danilo Alvim, Zizinho, o Mestre Ziza, chegou a Uberaba para disputar as duas partidas do Colorado no Torneio Triangular. Como o seu time na época, o Bangu, estava em férias, o maestro da equipe vice-campeã mundial em 50 não viu problemas em se juntar ao amigo, então treinador e jogador do Bi-campeão do Triângulo. Após a primeira partida, no entanto, Zizinho foi proibido, pelo presidente do Bangu, Sr. Fausto de Almeida, de entrar em campo contra o Rosario Central, contrariando todas as publicações e a publicidade feita para o jogo em toda a região do Triângulo Mineiro. A seguir a transcrição do gol do Uberaba contra o combinado carioca, publicada no Jornal Corrieo Católico, de 18/01/57, onde há referência ao belo futebol de Zizinho, que fez a assistência.

Paulinho diminuiu a diferença e fez inflamar a torcida, um minuto depois do gol carioca. Vejam o desenrolar do lance. Zizinho completamente recuado no campo uberabense, próximo à área alvirubra, manhosamente toma a pelota de um adversário e caminha pelo gramado. Passa por outro e faz um lançamento em profundidade pelo miolo, para Paulinho que entrou na jogada com toda alma; Jairo correu até a risca da área mas não pôde impedir a ação fulminante de Paulinho, que levantou a pelota sobre o goleiro, com um tiro fortíssimo e bem calculado, indo a número cinco direto para as redes, como um bólido.

Fonte: Jornal Correio Católico, diversas edições de Janeiro de 1957, com a colaboração do Arquivo Público de Uberaba.

terça-feira, 18 de março de 2008

Uberaba e Vasco da Gama, dois empates em 1961.

Em 1961 o Vasco da Gama enfrentou o Uberaba Sport em dois amistosos sequenciais. O primeiro deles foi disputado em Igarapava, cidade paulista situada na divisa com Minas Gerais. Esse jogo foi muito fraco tecnicamente e não agradou ao grande público presente ao estádio. O Uberaba foi ligeiramente superior, principalmente nos momentos finais da partida, quando pressionou bastante em busca da vitória. A imprensa desportiva da época destacou a bela jogada do avante colorado João José, que após envolver toda a defesa vascaína, chutou no ângulo, para espetacular defesa de Miguel, que espalmou para escanteio. Mas foi só. No final um decepcionante 0x0.

Ficha Técnica:
Uberaba 0x0 Vasco da Gama
Data: 07/05/1961
Local: Estádio Garibaldi Pereira,
Igarapava-SP.
Renda: Cr$ 410.000,oo
Árbitro: Airton Vieira de Morais
Uberaba: Waldir, Quincas, Ilton e Jamil; Lacerda e Batatais; Waltinho João José (Beta), Luizinho, Tati e Carlos Alberto.
Vasco da Gama: Miguel, Joel, Brito e Edilson; Laerte e Barbosinha; Da Silva, Cunha, Pacati (Wilson Moreira), Maranhão (Ivaldo) e Pinga (Saulzinho).
O segundo jogo foi disputado em Uberaba, três dias após o primeiro amistoso. Foi uma partida muito melhor, bastante movimentada e com muitas emoções para o público que lotou o Estádio Boulanger Pucci. O Uberaba foi melhor no primeiro tempo, quando abriu dois gols de frente. O Vasco equilibrou as ações no segundo tempo, favorecido pelas precárias condições físicas dos astros colorados Lacerda e Tati. O Vasco chegou ao empate logo no início do segundo tempo e seus jogadores comemoraram como se estivessem ganhando um campeonato.

Ficha Técnica:
Uberaba 2x2 Vasco da Gama
Data: 10/05/1961
Local: Estádio Boulanger Pucci,
Uberaba-MG.
Renda: Cr$ 310.200,00
Árbitro: Airton Vieira de Morais
Uberaba: Waldir, Alaerte, Ilton e Jamil. Lacerda (Azeitona) e Batatais; Waltinho, Luizinho, Beta (Zé Carlos),Tati e Carlos Alberto.
Vasco da Gama: Ita (Miguel), Joel, Brito e Edilson; Laerte e Barbosinha; Da Silva, Pacati (Cunha), Saulzinho, Maranhão e Pinga.
Gols: Luizinho (29′ do 1º), Waltinho (39′ do 1º, pênalti), Laerte (3′ do 2º) e Cunha (8′ do 2º).
Fonte:
- Jornal Correio Católico, de Uberaba-MG, edições de 08/05/61 e 11/05/61, com a colaboração do Arquivo Público de Uberaba.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Campeonato Regional do Triângulo 1954: Uberaba campeão.

Participantes:

Esporte Clube Fabrício - Uberaba
Esporte Clube Merceana - Uberaba
Independente Atlético Clube - Uberaba
Uberaba Sport Club - Uberaba
Nacional Futebol Clube - Uberaba
Sal Tropeiro Futebol Clube - Uberlândia
Esporte Clube Ferroviário - Ibiá
Fluminense Futebol Clube - Uberlândia
Operário Futebol Clube - Araxá

Alguns resultados:
11/07/54
Uberaba 6x1 Ferroviário
05/09/54
Fabrício 2x2 Operário
07/09/54
Uberaba 4x1 Merceana
12/09/54
Independente 7x1 Sal Tropeiro
Ferroviário 0x0 Operário
19/09/54
Nacional 3x2 Operário
26/09/54
Fabrício 1x0 Fluminense
Operário 2x0 Independente
03/10/54
Uberaba 3x2 Fabrício
10/10/54
Uberaba 2x0 Operário
23/10/54
Nacional 2x0 Fabrício
24/10/54
Merceana 2x0 Sal Tropeiro
31/10/54
Independente 2x0 Fluminense
07/11/54
Fabrício 7x1 Ferroviário
14/11/54
Independente 4x2 Fabrício
Nacional 1x0 Merceana
21/11/54
Independente 3x1 Merceana
Fabrício 3x3 Sal Tropeiro
28/11/54
Uberaba x Merceana
26/12/54
Independente 4x3 Nacional
Fluminense 0x1 Uberaba
02/01/55
Uberaba 4x1 Independente
09/01/55
Merceana 3x2 Ferroviário
16/01/55
Ferroviário 1x2 Uberaba
Nacional 2x2 Fluminense
23/01/55
Uberaba 3x2 Nacional

O jogo final:
O Uberaba havia conquistado o título de forma antecipada, o que tornou o último jogo, contra o Nacional, um amistoso festivo. Antes da partida os jogadores do Uberaba receberam as faixas de campeão e um coroa de flores, essa ofertada pelo Nacional.

Mas vamos ao jogo, disputado debaixo de chuva. O Nacional dominou amplamente o primeiro tempo e parecia que iria conseguir estragar a festa do Colorado. Mas o Uberaba fez um segundo tempo impecável e conseguiu virar a partida. 3x2 foi o placar final. Na saída do estádio, o presidente colorado, Sílvio Campos, eufórico, confessou que, de tão nervoso, não conseguiu assistir à partida.
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Jogadores comemoram o terceiro gol, marcado por Barros. (Foto: Ricardo Prieto)

Ficha Técnica:

Uberaba 3x2 Nacional

Uberaba: Veríssimo, Loli e Cazeca; Leonaldo, Tiago e Lanza (Tam); Oliveira, (Patinho), Paulinho, Zé Luiz, Barros e Táti . Técnico: Hector Grita

Nacional: Hélio, Vico e Didi; Agostinho,(Bel), Geraldo e Nílton Prata; Darcy, Domingos, Nicotina, Tales (Rubinho) e Ticoco.

Gols: Nicotina (N, aos 6'), Darcy (N, aos 24'), Barros (U, aos 36'), Tati (U, aos 8' do 2º T) e Barros (U, aos 22 do 2ºT).

Árbitro: João Félix

Renda: Cr$ 27.310,80

sábado, 12 de janeiro de 2008

1955: Bi-campeonato do Triângulo consolida domínio do Colorado na região.

Em 1955 foi jogado o quinto Campeonato Regional do Triângulo. Depois de conquistar o título em 1954 o Uberaba entrou como favorito, mas teve que disputar o campeonato palmo a palmo com o Araguari. Após alguns atrasos na tabela, o campeonato só terminou em janeiro de 1956.
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O último jogo do campeonato opôs, coincidentemente, os dois melhores times do campeonato. O estádio Boulanger Pucci estava completamente lotado, e recebeu o time do Uberaba com escola de samba, foguetes e serpentinas. Caso o jogo terminasse empatado, o título deveria ser decidido em melhor de três partidas.
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O Uberaba começou melhor e logo fez seu gol, mas o Araguari virou, ainda no primeiro tempo. No segundo tempo o Uberaba foi muito superior e o grande destaque foi o atacante Oliveira (pai do centroavante Careca, que jogou no Guarani, São Paulo, Napoli e Seleção Brasileira) que marcou o gol de empate e já no final da partida, lançado em profundidade por Paulinho, foi derrubado na grande área araguarina. O juiz, João Etzel, marcou pênalti para o Uberaba, o que gerou grande revolta no time de Araguari, que abandonou o campo. A vitória foi então dada ao Uberaba, que ficou com o título.
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Primeiro gol do Uberaba, marcado por Zé Luiz (Foto de Zé Maria Mourão).

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Segundo gol do Uberaba. Nicotina vai conferir o golaço marcado por Oliveira (Foto de Zé Maria Mourão).
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Participantes:
Araguari Esporte Clube (Araguari)
Fluminense Futebol Clube (Araguari)
Fluminense (Uberlândia)
Operário Esporte Clube (Araguari)
Sal Tropeiro (Uberlândia)
Nacional Futebol Clube (Uberaba)
Uberaba Sport Club (Uberaba)
Independente Atlético Clube (Uberaba)
Uberlândia Esporte Clube (Uberlândia)

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Abaixo, alguns jogos da campanha do Colorado:

02/10/55
Uberaba 3x0 Uberlândia

11/10/55
Uberaba 3x0 Operário

23/10/55
Uberaba 4x0 Fluminense (U)

30/10/55
Independente x Uberaba

13/11/55
Uberaba 4x0 Fluminense (U)

20/11/55
Operário 0x3 Uberaba

27/11/55
Uberlândia 0x0 Uberaba

11/12/55

Fluminense (A) 1x1 Uberaba

17/12/55
Uberaba 6x1 Sal Tropeiro

15/01/56
Uberaba 2x0 Nacional

Último jogo:

22/01/56
Uberaba 2x2 Araguari

Local: Estádio Boulanger Pucci
Renda: Cr$ 81.000,00
Juiz: João Etzel (FPF)
Uberaba: Wilmondes, Lóli (Inácio) e Donaldo; Léo, Laércio e Lanza; Gradim (Nicotina), Paulo, Zé Luiz, Tati e Oliveira.
Araguari: Waldo, Pombo (Zé Carlos) e Camilo; Deise, Pedrinho e Carim (Tim); Pacuzinho, Paulo Borges, Pacú, Lizoti e Lazinho.

Gols: Zé Luiz (USC, 14' do 1°T), Paulo Borges (AEC, 17' do 1°T), Pacuzinho (AEC, 39' do 1°T) e Oliveira (USC, 11' do 2°T)

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Fonte: Jornal Correio Católico, de 23/01/1956
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Uberaba, Bi-campeão do Campeonato do Triângulo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Rivalidade total: O equilibradíssimo confronto Uberaba x Uberlândia em campeonatos mineiros.

O confronto entre o Uberaba e o Uberlândia é uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro. Durante muitos anos o Uberaba, como bicho papão do Triângulo, foi superior aos rivais, tendo conseguido várias vitórias nas primeiras décadas do clássico. Porém, se considerarmos somente o campeonato mineiro, o confronto é, provavelmente, o mais equilibrado do Brasil. São 25 vitórias para cada lado. Veja a relação completa abaixo:

1963:
07/07/1963 Uberaba 1x1 Uberlândia

06/10/1963 Uberlândia 2x1 Uberaba

1964:
09/08/1964 Uberlândia 0x0 Uberaba

25/10/1964 Uberaba 3x1 Uberlândia

1965:
18/07/1965 Uberaba 2x1 Uberlândia

06/02/1966 Uberlândia 2x1 UBERABA

1966:
31.07.1966 Uberaba 1-0 Uberlândia

16.10.1966 Uberlândia 1-1 Uberaba

1967:
08.07.1967 Uberaba 2-2 Uberlândia

03.12.1967 Uberlândia 0-1 Uberaba

1968:
05.05.1968 Uberlândia 2-1 Uberaba

15.08.1968 Uberaba 2-3 Uberlândia

1969:
09.02.1969 Uberaba 1-1 Uberlândia

28.05.1969 Uberlândia 1-0 Uberaba

1970:
12.07.1970 Uberaba 3-3 Uberlândia

19.08.1970 Uberlândia 3-1 Uberaba

1971:
28.03.1971 Uberlândia 2-0 Uberaba

19.05.1971 Uberaba 1-0 Uberlândia

1972:
Não jogaram

1973:
Não jogaram

1974:
15.09.1974 Uberaba 5-0 Uberlândia

1975:
18.05.1975 Uberaba 2-0 Uberlândia

1976:
25.03.1976 Uberaba 5-2 Uberlândia

1977:
24.04.1977 Uberaba 2-1 Uberlândia

16.07.1977 Uberlândia 0-0 Uberaba

1978:
17.09.1978 Uberaba 1-1 Uberlândia

03.12.1978 Uberlândia 1-0 Uberaba

1979:
06.05.1979 Uberlândia 1-0 Uberaba

24.06.1979 Uberaba 2-1 Uberlândia

1980:
Não jogaram

1981:
05.07.1981 Uberlândia 0-0 Uberaba

14.10.1981 Uberaba 3-1 Uberlândia

1982:
05.09.1982 Uberaba 1-0 Uberlândia

17.10.1982 Uberlândia 2-1 Uberaba
07.11.1982 Uberlândia 3-1 Uberaba
21.11.1982 Uberaba 1-1 Uberlândia

1983:
07.08.1983 Uberaba 1-0 Uberlândia

25.09.1983 Uberlândia 1-0 Uberaba
09.11.1983 Uberlândia 1-0 Uberaba
07.12.1983 Uberaba 3-2 Uberlândia

1984:
03.06.1984 Uberlândia 2-0 Uberaba

25.11.1984 Uberaba 3-0 Uberlândia

1985:
01.09.1985 Uberlândia 1-2 Uberaba

27.10.1985 Uberaba 0-0 Uberlândia

1986:
21.02.1986 Uberlândia 1-1 Uberaba

01.05.1986 Uberaba 1-1 Uberlândia

1987:
08.04.1987 Uberlândia 1-2 Uberaba

28.06.1987 Uberaba 0-1 Uberlândia

1988:
06.03.1988 Uberaba 1-1 Uberlândia

18.06.1988 Uberlândia 1-0 Uberaba

1989:
12.03.1989 Uberlândia 1-0 Uberaba

1990:
25.03.1990 Uberlândia 4-3 Uberaba

01.05.1990 Uberaba 2-0 Uberlândia

1991:
08.09.1991 Uberaba 3-0 Uberlândia

20.10.1991 Uberlândia 1-0 Uberaba

1992:
30.08.1992 Uberaba 1-1 Uberlândia

11.10.1992 Uberlândia 1-2 Uberaba

1993:
14.02.1993 Uberlândia 3-0 Uberaba

10.03.1993 Uberaba 0-0 Uberlândia

1994:
Não jogaram.

1995:
Não jogaram.

1996:
Não jogaram.

1997:
Não jogaram.

1998: (2º DIVISÃO)
08.02.1998 Uberaba 2-3 Uberlândia

15.03.1998 Uberlândia 4-0 Uberaba

1999: (2º DIVISÃO)
31.03.1999 Uberaba 1-2 Uberlândia

01.05.1999 Uberlândia 0-2 Uberaba

2000:
Não jogaram.

2001:
Não jogaram.

2002:
Não jogaram.

2003: (2ª DIVISÃO)
06.04.2003 Uberaba 2-2 Uberlândia

01.05.2003 Uberlândia 2-2 Uberaba
22.06.2003 Uberaba 2-0 Uberlândia
27.07.2003 Uberlândia 2-0 Uberaba

2004:
Não jogaram.

2005: (2ª DIVISÃO)
25.05.2005 Uberlândia 0-2 Uberaba

12.06.2005 Uberaba 1-1 Uberlândia
10.07.2005 Uberaba 1-1 Uberlândia
13.08.2005 Uberlândia 4-1 Uberaba

2006:
Não jogaram.

2007: (2ª DIVISÃO)
25.03.2007 Uberlândia 0-0 Uberaba

15.04.2007 Uberaba 2-1 Uberlândia
03.06.2007 Uberaba 0-0 Uberlândia
22.07.2007 Uberlândia 1-2 Uberaba

Confrontos (1ª Divisão):
Jogos: 56

Vitórias do Uberaba: 20
Vitórias do Uberlândia: 20
Empates: 16
Gols do Uberaba: 71
Gols do Uberlândia: 63

Confrontos (2ª Divisão) :
Jogos: 16

Vitórias do Uberaba: 05
Vitórias do Uberlândia: 05
Empates: 06
Gols do Uberaba: 20
Gols do Uberlândia: 23

Confrontos (Geral):
Jogos: 72

Vitórias do Uberaba: 25
Vitórias do Uberlândia: 25
Empates: 22
Gols do Uberaba: 91
Gols do Uberlândia: 86

Fonte: Blog História do Futebol

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Uberaba Sport Club x Uberlândia Esporte Clube: uma rivalidade bem antiga.

A história registra que a fundação do Uberlândia Esporte Clube deu-se em 1º de novembro de 1922 após um desentendimento entre os integrantes dos partidos Cocão (Republicano Municipal) e Coiós (Republicano Mineiro). Quando foi criado, o clube se chamava Uberabinha Sport Club — uma referência a São Pedro do Uberabinha, como era chamado o município naquela época.

Vários documentos históricios, contudo, registram que a fundação do clube pode ter ocorrido em uma data anterior, e que o dia 01/11 poderia representar um movimento de refundação do clube. O Livro “História do Futebol em Uberaba”, publicado originalmente em 1922, registra seis partidas entre o Uberaba Sport Club, fundado em 24/06/1917, e o Uberabinha Sport Club, antes da data comemorada como sendo da fundação do Uberabinha (hoje Uberlândia Esporte Clube).
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Seriam elas:
20/01/1918 Uberaba 2x0 Uberabinha
18/08/1918 Uberaba 3x1 Uberabinha
19/10/1918 Uberabinha 1x1 Uberaba
25/05/1919 Uberaba 2x1 Uberabinha
20/07/1919 Uberabinha 1x1 Uberaba
06/06/1920 Uberaba 9x1 Uberabinha
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As referências ao Uberabinha Sport Club surgem também em jornais da cidade de Uberabinha (que só viria a se transformar em Uberlândia no ano de 1929). O Uberabinha seria um misto dos antigos clubes Spartano e Rio Branco, conforme informações contidas no jornal “A Notícia”, em edição do dia 04/08/1918. Outro relato, publicado no jornal “A Tribuna”, de 13/06/1920, confirma a goleada aplicada pelo Uberaba na semana anterior, devidamente registrada no livro uberabense.
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Esta partida merece ser relatada, pela riqueza dos detalhes encontrados sobre a mesma e a coincidência sobre o resultado final nas publicações das duas cidades. Segundo o historiador Hildebrando Pontes, em seu “História do Futebol em Uberaba” estava em disputa a Taça “Alceu de Miranda”, oferecida pelo Sr. Cantidiano de Almeida, um dos fundadores do Uberaba Sport. Antes da partida, tocou a banda Ítalo-Brasileira. Havia dois preços para os ingressos: 3$000 nas arquibancadas e 1$500 nas gerais.
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A seguir transcrevemos parte da coluna “Crônica da Cidade”, publicada no jornal Correio de Uberlândia em 20/11/2007, que também fala dessa partida:
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Uma notícia esportiva publicada no jornal “A Tribuna”, de 13/06/1920, nos traz algumas surpresas. A primeira é a que fala do jogo ocorrido em Uberaba, no Campo da Misericórdia, entre as equipes do Uberaba Sport Clube e do Uberabinha Sport Club. Já tínhamos descoberto um jogo do Uberabinha em 1918, agora nos surge este de 1920, a nos mostrar que em 1922 não houve a fundação do UEC, como a história tem registrado, mas o seu renascimento — ou a confirmação de sua existência.

A segunda é interpretação disparatada do resultado: apanhamos de 9 a 1 e o cronista tem a coragem de falar em “Victoria moral”. O título da matéria é “Foot-Ball – Match Intert-Municipal” e os subtítulos: “A nossa Victória Moral! Revanche — Revanche!” Lê-se tudo e não se encontra o que justifique a tal vitória “moral”.

Antigamente, um encontro futebolístico era um acontecimento cívico. Tão logo o Uberaba desafiou o Uberabinha, os jogadores (dizia-se “players”) muniram-se de listas e invadiram o comércio pedindo auxílio para passagens e estadia. Foram atendidos. Dez horas da manhã, a estação da Mogiana estava apinhada de torcedores e autoridades que foram despedir-se dos atletas. Heróicos pracinhas seguindo para a guerra.

À partida do comboio “ouviram-se vibrantes aclamações partidas de todos os logares”. Ao aproximar-se da estação de Uberaba, o trem começou a apitar avisando a chegada dos atletas. A estação também estava cheia. Gritavam “vivas” e uma banda de música sapecou alguma peça maviosa.

Encaminhados ao hotel, os atletas logo se uniformizaram e seguiram para o campo. O jogo começaria às 15h30. Nos primeiros minutos, o goleiro uberabinhense, Fefé, conhecido por suas maluquices, suas gracinhas em campo, como matar a bola no peito e sair jogando, tirar de cabeça os petardos dos adversários, tentar driblá-los, aprontou. O cronista fala em “delinqüência flagrante do nosso goal keeper”. Insensível aos seus comandos, o “capitain” Paco solicitou ao juiz que lhe permitisse tirá-lo do jogo.

Naquele tempo, os times não tinham reservas. Quando, por algum motivo, alguém precisava ser substituído, o responsável pelo time pedia a qualquer um que entrasse. O sujeito geralmente estava de roupa comum, às vezes até de terno, sem material, sem nada. Era um substituto verdadeiramente improvisado. Como estava na arquibancada um velho torcedor que há anos deixara de jogar, puseram-no no lugar do Fefé. Chamava-se Magno. E isso foi aos 35 minutos do primeiro tempo, quando Fefé já tinha engolido quatro!

No segundo tempo ou no segundo “half time”, como se dizia, Lopes sentiu-se mal e pediu para sair. Como não havia mais ninguém em condição de entrar em campo, ficamos com 10. Enfiaram mais cinco.

Ao fim do jogo, os atletas uberabinhenses foram conduzidos de automóvel para o hotel e, depois de banhados e trocados, foram para a sede do Uberaba Sport. Após as delicadezas de praxe, usou da palavra o orador oficial do Uberabinha, Aldeonoff Povoas (nunca ouvi falar dele). Ao final, ergueu um “viva” aos adversários. A resposta à altura foi dada pelo orador oficial da casa que também terminou com um “viva” aos uberabinhenses.

Às 14h30 do dia seguinte embarcaram de volta. Na estação de Uberaba, conforme expõe o articulista, estava o mundo intelectual, o mundo político, o mundo esportivo, o mundo social, sem distinção de classes. Que despedida, hein? Na estação de Uberabinha, o povo esperava. Ninguém sabia da lavada. Naquele tempo não havia nem TV nem rádio, as notícias se arrastavam. O povo, entusiasmado e curioso, já desconfiou do fiasco ao ver as caras dos atletas confrangidas. A decepção confirmou-se no “belo improviso” do orador oficial: “Povo de Uberabinha! Saímos daqui com a sublime esperança de uma aurora boreal e viemos com a lágrima brincando em nossos olhos e com o coração marchetado de agonia!” Também, com nove nas costas…

O grande conforto, segundo o orador foi: “o goal do adversário foi uma vez furado por Manoel Theodoro, um filho de Uberabinha!” Como se nota, em nenhum momento há uma razão para a tal vitória moral.

No livro de Hildebrando Pontes, famoso historiador uberabense, consta a ficha técnica da partida:

Uberaba 9x1 Uberabinha
Data: 06/06/1920
Motivo: Taça “Alceu de Miranda”.
Local: Campo da Misericóridia, Uberaba - MG.
Uberaba: Pino, Oto e Miguel, Hildebrando, Badu e Valter, Maciel, Kiki, Valfredo, Gonçalo e Rodarte.
Uberabinha: Tefé, Schille e Acrísio, Paco, Ari e Chico, Teodoro, Ermelindo, ?, Lopes e Pedro.Gols: Kiki (5), Valfredo (1), Maciel (1), Gonçalo (1) e Rodarte (1). Ermelindo (1)
Árbitro: Sr. E. Fantato.
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Obs.: Nota-se apenas uma contradição entre os dois documentos históricos. Enquanto a publicação uberabense credita o gol uberabinhense a Ermelindo, a publicação uberabinhense o concede a Manoel Theodoro.
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Fontes:
- História do Futebol em Uberaba, Hildebrando Pontes, 1922, pág. 182
- Jornal Correio de Uberlândia, Coluna Crônica da Cidade, Antônio Pereira, 20/11/2007
- Jornal Correio de Uberlândia, por Rogério Tadeu, 1/11/2007
- O ideal de progresso e a cidade de Uberabinha: Evidências oficiais - 1888 a 1922, Willian Douglas Guilherme.

sábado, 8 de dezembro de 2007

1957: Equipe argentina derrotada pelo Uberaba inspira criação de time amador em Nova Ponte.

No início de 1957, o Rosario Central, tradicional equipe argentina, fez uma excursão ao Brasil. Em 20/01/57, os argentinos foram derrotados pelo Colorado, no estádio Boulanger Pucci, por 2x1.
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Essa partida inspirou a criação de uma das mais importantes equipes do futebol amador de Nova Ponte, cidade próxima a Uberaba. O Rosário Central Futebol Clube foi fundado ainda no ano de 1957, pelos irmãos Joaquim e Jorge Costa, que gostaram do nome do time argentino e das cores do seu uniforme.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Lourival Balduíno do Carmo, o Barão.

O Uberaba tem um hino que faz arrepiar os uberabenses. Versos ora simétricos, ora quebrados, desenvolve, todavia, um canto de loas ao clube do coração e que hoje, mais forte que nunca, está incorporado às próprias tradições da cidade. E foi Lourival Balduíno do Carmo, o "Barão", quem colocou versos lindos na maravilhosa música do maestro Rigoleto de Martino, que ainda hoje transmite aos torcedores do clube um momento de euforia e alegria incontida. Sherlock Holmes Marinho, bancário aposentado e sobrinho de "Barão", é quem dizia: "Tenho na minha casa em São Paulo, o disco do Uberaba. Ouço sempre para amenizar a saudade que sinto. Sempre que viajo, a gravação vai para o toca-fitas do carro. É para matar as imensas saudades".
As informações descritas acima, bem como o texto abaixo foram extraídas do livro "Causos de Nenê Mamá - 40 anos de futebol em Uberaba", escrito pelo jornalista Luiz Gonzaga de Oliveira em 1997, e contam um pouco da vida e da obra do folclórico Lourival Balduíno do Carmo, mais conhecido como "Barão", autor da letra do hino do Uberaba Sport.
"Barão, o folgado"
Lourival Balduíno do Carmo tinha estatura mediana, cor bem amorenada, um bom humor de fazer inveja a qualquer pessoa; falava fluentemente, sem ser arrogante. O apelido Barão, na verdade, talvez lhe tivesse sido dado pelo jeito educado com que tratava as pessoas, crianças, jovens e adultos. “Barão”, com quem quer que fosse, tinha sempre uma postura elegante e cheia de boas maneiras. Seu apelido, quem sabe, tivesse algo a ver com a sua fidalguia.

De poucos estudos, como gostava de se anunciar, era, no entanto, o que se pode chamar de autodidata. Se, se falasse com ele sobre política, tinha sempre uma opinião na “ponta da língua”. Fosse o assunto culinária, era com ele mesmo. Se, se enveredasse para economia ou pesquisa de mercado, o “Barão” tinha sempre o gosto da palavra.

Mas, o que mais fazia bem era escrever discursos. Criar frases de retórica e, Deus meu! Suas poesias eram metrificadas e todas com a verdadeira rima. Ninguém melhor que Lourival Balduíno do Carmo, ou, perdão, “Barão”, para escrever cartas de amor em nome de terceiros à sua ou ao seu bem-amado.

Pobre, porém, não soberbo, “Barão” era também o típico professor de roça. Suas andanças não iam além de Uberaba para Veríssimo, “Capão da Onça”, Campo Florido e quetais.

Família grande, tinha na esposa Licota uma companheira de primeira hora. Jamais se queixou da falta de nada em casa. Mesmo quando a situação estava brava, um “mundo de filhos”, Dona Licota deixou de ser a “mulher do Barão”. Mesmo quando ele ficava, dias e dias, meses e meses fora de casa, sem se importar se a esposa e os filhos estavam vivos, com ou sem fome. Era assim que “Barão” gostava de viver. Entre outras de suas virtudes, estava a de compositor e, embora sem que tivesse qualquer professor, arranhava no seu velho violão as notas musicais que serviriam de acompanhamento às valsas, shotis, marchas e modinhas que compunha. Sua composição mais famosa, sem dúvida, foi a letra de uma marcha de Rigoleto de Martino, que ficou imortal aqui na santa terrinha: o hino do Uberaba Sport Club. “Tenho fulgente história, até os deuses já cantam a minha glória, sou o valente campeão, que de Uberaba possuo o coração” e, por aí afora.

Mas voltemos ao “Barão”, lírico, poeta, escritor e professor de roça.

Certa vez, depois de passar meses fora de casa, sem saber o que estava acontecendo com Dona Licota e sua penca de filhos, eis que reaparece, glorioso, altivo e falante, o nosso Lourival Balduíno do Carmo, o “Barão”:
- Que papelão, hein, seo Barão!? – foi logo praguejando D. Licota.
- Eu aqui, quase passando fome com os meninos e você nessas andanças de vagabundagem, seu... – e parou por aí.

“Barão”, na maior calma do mundo, sem perder o seu jeito fleumático, sorriu e tentou convencer a mulher:
- Licota, minha querida, nem queira saber como “passei bem” esse período. Era churrasco que me ofereciam, galinhadas das mais suculentas, arroz doce de sobremesa quase toda a noite, suã e costelinha de porco...Ah! Licota, já estou ficando com saudades...

Nesse ponto, veio a indignação maior da esposa:
- E dinheiro, Barão, dinheiro! Você trouxe para pagar as nossas contas?

Com ar pomposo, olhando de cima para baixo a mulher, o nosso “Barão”, foi enfático:
- Ah! Licota, dinheiro eu não trouxe não, mas deixei por lá grandes amizades....

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

1964: Siderúrgica foi o campeão mas não bateu o Uberaba.

Em 13 de dezembro de 1964, a Tartaruga, animal escolhido pelo cartunista Mangabeira para simbolizar o time de Sabará, protagonizou o capítulo final de uma fase romântica no futebol mineiro, ao conquistar o último título estadual antes da inauguração do Mineirão. No Estádio Otacílio Negrão de Lima, a Alameda (hoje, um supermercado), o time comandado por Dorival Knipell, o Yustrich, venceu o anfitrião América por 3 a 1 e deu início à festa na cidade histórica, distante apenas 25 km de Belo Horizonte.

Curiosamente, o único time aquele campeonato a não perder para o Siderúrgica foi o Uberaba. Em dois jogos muito duros, em Sabará e Uberaba, o placar não saiu do zero.

13.09.1964
Siderúrgica ox0 Uberaba

15.11.1964
Uberaba 0x0 Siderúrgica

2007: A campanha do Uberaba Sport.

A Campanha do Uberaba Sport Club em 2007 foi a seguinte:

28/01 Uberaba 0x0 Tupi (Clube amador de Uberaba) - Amistoso
30/01 Uberaba 3x0 Matonense - Amistoso
02/02 Matonense 2x4 Uberaba - Amistoso
04/02 Seleção Conquistense Sub-21 1x7 Uberaba - Amistoso
11/02 Social 0X1 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
25/02 Uberaba 1X1 Formiga - Módulo II do Campeonato Mineiro
04/03 Valério 1X2 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
11/03 Extrema 2X2 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
18/03 Uberaba 5X0 Atlético TC - Módulo II do Campeonato Mineiro*
25/03 Uberlândia 0X0 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
01/04 Uberaba 5X2 URT - Módulo II do Campeonato Mineiro
08/04 URT 0X2 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
15/04 Uberaba 2X1 Uberlândia - Módulo II do Campeonato Mineiro
01/05 Uberaba 0X0 Extrema - Módulo II do Campeonato Mineiro
07/05 Uberaba 1X2 Valério - Módulo II do Campeonato Mineiro
13/05 Formiga 0X1 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
20/05 Uberaba 1X0 Social - Módulo II do Campeonato Mineiro
27/05 Formiga 2X1 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
03/06 Uberaba 0X0 Uberlândia - Módulo II do Campeonato Mineiro
11/06 Social 0X0 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
17/06 Uberaba 2X1 Valério - Módulo II do Campeonato Mineiro
24/06 Uberaba 4X1 URT - Módulo II do Campeonato Mineiro
30/06 URT 2X1 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
08/07 Valério 0X0 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
15/07 Uberaba 1X1 Social - Módulo II do Campeonato Mineiro
22/07 Uberlândia 1X2 Uberaba - Módulo II do Campeonato Mineiro
29/07 Uberaba 2X0 Formiga - Módulo II do Campeonato Mineiro
12/08 Ituiutaba 0X1 Uberaba - Taça Minas Gerais
19/08 Uberaba 0x0 Uberlândia - Taça Minas Gerais
26/08 Democrata SL 1x2 Uberaba - Taça Minas Gerais
30/08/2007 Araxá 1x0 Uberaba - Amistoso
02/09 Uberaba 1x0 Tupi - Taça Minas Gerais
04/09 Uberaba 1x1 Araxá - Amistoso
09/09 Uberaba 2X2 América - Taça Minas Gerais
16/09 América 3X2 Uberaba - Taça Minas Gerais
23/09 Tupi 3X0 Uberaba - Taça Minas Gerais
30/09 Uberaba 2X0 Democrata/SL- Taça Minas Gerais
06/10 Uberlândia 3X0 Uberaba - Taça Minas Gerais
13/10 Uberaba 0x0 Ituiutaba - Taça Minas Gerais
20/10 Uberaba 2X1 Ituiutaba - Taça Minas Gerais
28/10 Ituiutaba 3x0 Uberaba - Taça Minas Gerais

* Como o jogo foi anulado e seu resultado cassado, após a exclusão do Atlético TC do campeonato, para efeito de estatística tal jogo pode ser considerado como amistoso.

Resumo da campanha:
41 jogos, 20 vitórias, 13 empates e 08 derrotas. 53 gols marcados e 38 gols sofridos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

1983: Um curioso exame anti-doping no Clássico do Triângulo

Em 25/09/83 o Uberlândia venceu o Uberaba no Estádio Parque do Sabiá por 1x0 pelo Campeonato Mineiro. Foi a única vitória do Verdão sobre o Zebu em quatro jogos do campeonato daquele ano. Mas o que mais chamou atenção nesse jogo foi o conteúdo dos frascos que deveriam conter o material dos jogadores do Uberlândia, Geraldo Touro e Zecão, para a realização do exame anti-doping. Ao invés de urina, os vidrinhos continham guaraná. Chamados para depor os jogadores do Uberlândia confirmaram que fizeram xixi nos vidrinhos e o presidente do clube, Elmo Siles, acusou a federação de negligência. A história ficou por isso mesmo. Em tempo: Nos outros três clássicos do campeonato daquele ano, o Uberaba ganhou dois e empatou um.
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Os Clássicos do Triângulo no Campeonato Mineiro de 1983:
07/08/1983 Uberaba 1x0 Uberlândia
25/09/1983 Uberlândia 1x0 Uberaba
09/11/1983 Uberaba 1x1 Uberlândia
07/12/1983 Uberlândia 2x3 Uberaba

domingo, 14 de outubro de 2007

1986: Uberaba conquista o Torneio de Acesso.

No final do ano de 1986, a Federação Mineira de Futebol organizou, com o apoio da CBF, o Torneio de Acesso, que garantiu vaga do campeão no Campeonato Brasileiro de 87 (Série C). O Torneio foi disputado por 09 clubes, participantes da primeira divisão mineira, divididos em duas chaves. O Democrata de Governador Valadares, que seria a décima equipe, desistiu antes do início da competição. O Uberaba, que não havia feito um bom campeonato mineiro, viu nessa competição a chance de conquistar o título prometido pelo folclórico presidente Luciano Rangel Pinheiro.

O zagueirão Beto Fuscão

O Uberaba tinha em seu elenco jogadores veteranos, consagrados no futebol brasileiro, como Edu Bala, Marinho Rã, Beto Fuscão e Toinzinho e algumas jovens promessas, como o bom lateral direito Marcinho. A equipe iniciou o torneio comandada por Aristeu Resende, mas a irregularidade no início da competição fez com que o Uberaba contratasse o treinador José Carlos Fescina, que assumiu o time na penúltima rodada da fase classificatória (empate em 0x0 com o Nacional) .


O treinador José Carlos Fescina

Apesar do mau relacionamento com algumas das estrelas da equipe, como Edu Bala e Paraná, Fescina comandou a equipe durante todo o Hexagonal final e conseguiu o título, após uma batalha ponto a ponto contra o Valeriodoce de Itabira.

O Torneio:

Grupo A: Democrata (Sete Lagoas), Tupi (Juiz de Fora), Valeriodoce (Itabira), Villa Nova (Nova Lima).

Grupo B: Caldense (Poços de Caldas), Esportivo (Passos), Fabril (Lavras), Nacional (Uberaba), Uberaba.

A campanha do Colorado:

Primeira fase:
21/09/86 Fabril 0x0 Uberaba
02/10/86 Uberaba 4x0 Caldense (Esquerdinha, Aldeir, Beto Fuscão e Zé Maria)
05/10/86 Nacional 1x2 Uberaba (Paraná e Zé Maria)
12/10/86 Uberaba 0x0 Esportivo
19/10/86 Uberaba 2x1 Fabril (Paraná e Toinzinho)
29/10/86 Caldense 1x0 Uberaba
02/11/86 Uberaba 0x0 Nacional
09/11/86 Esportivo 1x0 Uberaba

Classificação: Esportivo (11), Uberaba e Caldense (09) classificados para o Hexagonal final.


Hexagonal final:
13/11/86 Uberaba 1x1 Valeriodoce (Paraná)
16/11/86 Caldense 0x0 Uberaba
19/11/86 Uberaba 2x1 Democrata (Paraná e Cabrinha)
23/11/86 Esportivo 2x1 Uberaba (Paraná)
27/11/86 Tupi 1x2 Uberaba (Binga e Cabrinha)
30/11/86 Valeriodoce 1x1 Uberaba (Edu Bala)
03/12/86 Uberaba 4x1 Caldense (Marinho Rã - 2, Esquerdinha e Cabrinha)
07/12/86 Democrata 0x1 Uberaba (Marinho Rã)
10/12/86 Uberaba 2x0 Esportivo (Cabrinha e Marinho Rã)
14/12/86 Uberaba 2x1 Tupi (Edu Bala e Esquerdinha)
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Ficha Técnica do último jogo:
Uberaba 2x1 Tupi
Local: Estádio Municipal Engenheiro João Guido (Uberabão)
Renda Cz$ 122.560,00
Público: 6.128
Árbitro: Custódio José Pereira
Uberaba: Édson Luís, Marcinho, Joílson, Zé Maria e Odair; Túlio, Paraná e Esquerdinha (Pepe); Edu Bala (Toinzinho), Marinho Rã e Cabrinha.
Tupi: Ica (Amauri), Evaldo, Élvio, Édson e Sinval; Gelson, Manuel (Gérson) e Luís Carlos; Paulo Roberto, Hamilton e Valdir.
Gols: Edu Bala (28' 1 T), Esquerdinha (17' 2 T) e Luís Carlos (23' 2 T).


Classificação final:
1º Uberaba (campeão) 15

2º Valeriodoce (vice-campeão) 14
3º Esportivo 09
4º Tupi 08
5º Democrata 07
6º Caldense 07


Resumo: 18 jogos, 09 vitórias, 06 empates e 03 derrotas. 24 gols marcados e 12 gols sofridos.

Artilheiros: 5 gols: Paraná; 4 gols: Marinho Rã e Cabrinha; 3 gols: Esquerdinha; 2 gols: Edu Bala e Zé Maria; 1 gol: Aldeir, Beto Fuscão, Binga e Toinzinho

Obs: O Uberaba, como campeão, conseguiu vaga no Campeonato Brasileiro de 1987 (Série C).

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

1986: Excursão cansativa, mas vitoriosa, ao Norte do país.

Em 1986, o Uberaba montou um time com várias estrelas em final de carreira e não fez um bom Campeonato Mineiro. No segundo semeste, para aproveitar o prestígio de seus craques, aceitou realizar uma excursão pelas Regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país, quando enfrentou e venceu seleções amadoras em três estados - Goiás (hoje Tocantins), Maranhão e Pará. Beto Fuscão, Edu Bala e Toinzinho viajaram milhares de quilômetros, em ônibus sacolejantes, pelas famosas estradas do norte e nordeste do país. Comandado por Daniel Nogueira, o Uberaba driblou o cansaço e conseguiu quatro vitórias em quatro jogos, marcando 10 gols e sofrendo apenas 1.
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10/08/86

Seleção de Araguaína (Goiás) 0x1 Uberaba
Local: Estádio Gauchão
Gol: Paraná
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13/08/86

Seleção de Carolina (Maranhão) 0x3 Uberaba
Gols: Túlio (30' 1ºT), Paraná (44' 1ºT) e Donizete (23' 2ºT)
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15/08/86

Seleção de Marabá (Pará) 1x3 Uberaba
Gols: Zé Maria (10' 1ºT), Paraná (39' 2ºT) e Toinzinho (42 2ºT)
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17/08/86

Doce Norte (Time da Companhia Vale do Rio Doce) 0x3 Uberaba
Local: Serra dos Carajás
Gols: Donizete (15 1ºT), Paraná (29 1ºT) e Élvio (pênalti, 2ºT)
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O presidente do Uberaba, Luciano Rangel Pinheiro, satisfeito com o dinheiro ganho na excursão, declarou à imprensa que havia descoberto uma nova fronteira no futebol e planejava uma nova aventura para breve, quando esperava fazer 10 partidas. Ainda bem, para os destemidos jogadores, que o presidente não conseguiu realizar seus planos.

Uberaba derrotou o América, a Federação Mineira e o TJD para conquistar a Taça Minas Gerais 1980

A Taça Minas Gerais de 1980 foi uma das competições mais confusas de que se tem notícia em história do futebol mineiro. Tanto que só foi concluída em meados de 1981. Prevista para ser iniciada em 06 de julho, só começou na semana seguinte, com 19 participantes. Um grupo contou com sete equipes e os outros dois com seis, assim divididos:

Grupo A: Alfenense (Alfenas), América, Atlético (Três Corações), Caldense (Poços de Caldas), Esportiva (Guaxupé), Flamengo (Varginha) e Guarani (Divinópolis).

Grupo B: Araguari, Araxá, Ateneu (Montes Claros), Nacional (Uberaba), Uberaba e Uberlândia.

Grupo C: Democrata (Governador Valadares), Nacional (Muriaé), Sport (Juiz de Fora), Tupi (Juiz de Fora), Valeriodoce (Itabira) e Villa Nova (Nova Lima).


O regulamento previa que os três campeões dos grupos, mais o melhor segundo colocado, fariam as semi-finais. Como o grupo A tinha uma equipe a mais, seus participantes fizeram dois jogos a mais que os concorrentes dos demais grupos. Assim, a Federação decidiu que o Uberlândia (Grupo B), apesar dos mesmos 16 pontos que a Esportiva Guaxupé (Grupo A), tinha menos pontos perdidos e deveria enfrentar a equipe de melhor campanha nas semi-finais. E essa equipe era o Uberaba, que apesar de fazer 1 ponto a menos que o América, perdeu apenas três pontos, enquanto o rival havia perdido seis.

Nas semi-finais o Uberaba despachou o Uberlândia e o América eliminou o Valério. Quando todos já esperavam o primeiro jogo da decisão no Mineirão, eis que a Federação Mineira, inexplicavelmente, interpretou o regulamento a favor do América e marcou o pimeiro jogo para o Uberabão.

Revoltados, os dirigentes do Uberaba, liderados pelo presidente Pedro Walter Barbosa, se negaram a cumprir as determinações da Federação e o Uberaba não entrou em campo nos dois jogos marcados para a decisão. Afinal, todos entendiam que a melhor campanha era a do Uberaba, não sendo justo conceder a vantagem ao América. Mas o Coelho, vencedor das duas duas partidas por WO, foi declarado o campeão.

Em 23/09, o TJD da Federação Mineira, em decisão unânime, por 8x0, confirmou o título do América e penalizou duramente o Uberaba, com suspensão por 10 dias no Campeonato Mineiro e multa superior a 700.000 cruzeiros. Mas o Uberaba foi rápido e, dois dias depois conseguiu, no STJD da CBF, o efeito suspensivo da polêmica decisão. Já em 1981, a decisão final do STJD foi a favor do Uberaba. O América teria que devolver a Taça e a Federação Mineira seria obrigada a marcar novas datas para a decisão. E ela só pode acontecer após a eliminação do Uberaba da Taça de Ouro daquele ano. Assim, em 21/04/1981, América e Uberaba entraram em campo para começar a decisão no Mineirão, como queria o Uberaba. O presidente da FMF, Alcy Alvares Nogueira, que em 1980 era um dos juízes do TJD, teve que voltar atrás.

Apesar das duas equipes terem feito um acordo para atuar com suas equipes titulares, a Federação Mineira determinou que as equipes só poderiam entrar em campo com jogadores que tivessem condição de jogo en 1980. O Uberaba, apesar do desfalque de algumas de suas principais estrelas levou vantagem, pois o América foi obrigado a jogar com alguns jogadores recém saídos dos juvenis para completar a equipe. O presidente da federação, Alcy Alvares Nogueira, foi um dos juízes do TJD que, no final de 1980, decidiram não só pelo fantasioso título do América, como também por uma incrível punição ao Uberaba.

Mas os jogos finais não foram tão fáceis como previa a torcida colorada. Motivados pela chance na equipe, e não querendo entregar a Taça que já tinha freqüentado a sala de troféus americana, os jovens jogadores do Coelho equilibraram o confronto até o último minuto dos três confrontos, quando um gol do lateral Aldeir fez finalmente explodir a torcida do Uberaba.

O primeiro jogo da decisão:

21/04/81 América 2x2 Uberaba

Marcado para o Mineirão, o jogo começou com dois gols relâmpago do Uberaba. O América diminuiu ainda no primeiro tempo e conseguiu o empate no final da partida, as 47 minutos do segundo tempo, com gol de Vágner.

O segundo jogo da decisão:

25/04/81 Uberaba 1x1 América
Após fazer 1x0, aos 21 minutos do segundo tempo, em um penalti inexistente segundo a crônica esportiva de Uberaba, o Colorado novamente se acomodou e, novamente, permitiu o empate do América, de novo com gol de Vágner, aso 42 minutos do segundo tempo. Um justo prêmio ao time do América, que jogava melhor e com mais garra, não merecendo a derrota.
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A grande final:
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28/04/81 Uberaba 2x1 América
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O grito de campeão, entalado na garganta da torcida, só pode ser solto no final de mais uma batalha. Mais uma vez o Uberaba saiu na frente, com Serginho; Mais uma vez o América empatou, com Ludo. Mas quando tudo levava a crer que o jogo teria prorrogação e penaltis, o juíz, deixanado correr o cronômetro marcou falta para o Uberaba na altura da intermediária do América, lado direito do campo. O lateral Celso Roberto levantou a bola na área americana e começou um bate-rebate até que a bola sobrou para Aldeir, que fuzilou o goleiro do América. 2x1 e uma merecida festa. O público, menor do que se esperava para um momento tão especial na vida do clube, viu os jogadores carregarem nos braços o treinador Domingos Baroni, que fazia sua última partida pelo clube. Nos vestiários do Uberabão, o jovem jogador João Batista, do América, destruiu uma vidraça e exprimiu toda a decepção da brava equipe americana.


A Taça Minas Gerais

A campanha do Uberaba:
Fase Classificatória:
13/07/80 Uberaba 1x0 Nacional (Gol: Enéas)
20/07/80 Ateneu 0x1 Uberaba (Gol: Serginho)
23/07/80 Araxá 0x1 Uberaba (Gol: Róbson)
27/07/80 Uberaba 2x0 Uberlândia (Gols: Ilton e Aldeir)
31/07/80 Uberaba 2x0 Araguari (Gols: Enéas e Cabeça)
03/08/80 Nacional 0x0 Uberaba
07/08/80 Uberaba 3x0 Ateneu (Gols: Serginho (2) e Enéas)
09/08/80 Uberaba 3x0 Araxá (Gols: Lindário (2) e Gilvan)
18/08/80 Uberlândia 2x0 Uberaba
31/08/80 Araguari 0x2 Uberaba (Gols: Ilton e Serginho)

Semi-finais:
03/09/80 Uberlândia 1x1 Uberaba (Gol: Aldeir)
07/09/80 Uberaba 1x0 Uberlândia (Gol: Cabeça)

Finais:
21/04/80 América 2x2 Uberaba (Gols: Cabeça e Serginho)
25/04/80 Uberaba 1x1 América (Gol: Lindário)
28/04/80 Uberaba 2x1 América (Gols: Serginho e Aldeir)

Resumo:
15 jogos, 10 vitórias, 04 empates e 01 derrota. 22 gols marcados e 07 gols sofridos.

Artilheiros:
6 gols: Serginho
3 gols: Lindário, Cabeça, Enéas e Aldeir
2 gols: Ilton
1 gol: Gilvan e Róbson

Lista Negra (Os juízes do TJD mineiro):
- Lúcio Urbano
- Benito Mazari
- Aristóteles Ateniense
- Adolfo Santana
- Airton Baier
- José Copertino
- José Carlos Fonseca
- Alcy Alvares Nogueira



Primeira página do Jornal da Manhã de 29/04/81