Foto maravilhosa que mostra o escrete colorado, possivelmente ao final da década de 20. Ao fundo, as arquibancadas de madeira, que desabaram em uma partida contra o Formiga, em dezembro de 1937. O segundo da esquerda para a direita, ainda menino, com a camisa que identificava os reservas, é Jucapato, um dos maiores nomes da história do clube, que chegou a se transferir para o Corinthians em 1933, atuando com o nome de "Boulanger".
Uberaba Sport Club, 98 anos de glória
Fundado em 15/07/1917, o Uberaba Sport sempre teve uma torcida apaixonada. Esse espaço pretende resgatar a bela história de nosso querido clube. É muito bom reviver esses grandes momentos, que explicam a paixão de nossa torcida, cada dia mais orgulhosa dos grandes jogos que voltaram a colorir o Uberabão. Nossa história é recheada de conquistas. Por várias vezes fomos os melhores do interior mineiro e, nos anos de 1981 e 1983, subimos direto para a Taça de Ouro, a partir da Taça de Prata. A Taça Minas Gerais, conquistada em 1980, não consta dos arquivos da Federação Mineira e é creditada ao América em algumas publicações. Mas eu estava lá... e vi o Uberaba levantar a Taça, já em 81, com uma vitória por 2x1, aos 50 minutos do segundo tempo, gol do lateral esquerdo Aldeir, após uma longa batalha jurídica contra a Federação Mineira. Nos posts a seguir, tento colocar os pingos nos is, e tenho certeza de que os mais jovens sentirão mais forte o orgulho de ser Colorado. Abaixo, assista aos dois gols do USC marcados contra o Flamengo, em 1981. Aquele primeiro tempo foi simplesmente fantástico. Foi uma derrota, mas a forma como o Colorado jogou foi incrível. Afinal, enfrentar o campeão brasileiro, o time do Zico, no Maracanã, e abrir 2x0... Até hoje escuto o barulho dos fogos.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
domingo, 23 de novembro de 2014
Grandes nomes da nossa história: Olavo Junqueira Machado.
Olavo Junqueira Machado, o Olavo, nasceu em Uberaba, em
12/02/1894. Foi um dos sócios fundadores do Uberaba Sport e participava
da diretoria do clube como capitão, função que exercia dentro de campo,
comandando o time alvirubro em suas primeiras jornadas esportivas.
Participou do primeiro jogo da
história do Uberaba Sport, vitória de 3x0 contra o Americano, de Araguari, e continuou a defender as cores do clube por vários
anos, atuando em várias posições.
Aliás, Olavo e seus irmãos
ajudaram a fundar o Rio Branco, em meados da década de 10, clube que viria a
ser o embrião do poderoso Uberaba Sport Club. Era irmão do também jogador
Junqueira (Durval Junqueira Machado), que iniciou sua carreira no Uberaba e posteriormente
fez história no Flamengo, Paulistano e Seleção Brasileira.
Olavo se mudou para São Paulo e
se tornou um importante comerciante. Casou-se em 05/05/1947 com
Judith Bueno de Miranda (Judith Bueno Junqueira Machado) e teve dois filhos,
Jairo e Sérgio José, hoje desembargador.
Faleceu em São Paulo - SP, em
24/12/1969.
sábado, 22 de novembro de 2014
1924: Uberaba massacra o octa campeão mineiro.
Em março de 1924, o
América, então octa campeão mineiro, chegou a Uberaba para disputar uma partida
amistosa contra o já aclamado campeão do Triângulo e trazia, a nossa cidade, vários dos jogadores que sagrariam-se,
alguns meses depois, enea campeões mineiros. Dentre eles Kainço, que
participara de todos os títulos até então, Satyro Taboada, maior
artilheiro da história do América e Otacílio Negrão de Lima, futuro
prefeito de Belo Horizonte, por dois mandatos, além de ser o primeiro a
ser eleito pelo voto popular.
A chegada da delegação americana a Uberaba foi um grande evento social. Mais de 2.000 pessoas, segundo o jornal Lavoura e Comércio de 30/03/1924, aguardavam o time na praça da Matriz, acompanhadas das bandas de música do 4º Batalhão e a Ítalo Brasileira. As saudações uberabenses foram feitas, de uma das janelas da sede do Uberaba Sport, pelo presidente do Jockey Club, o advogado Tancredo Martins.
Respondeu pela delegação americana o bacharelando de direito Francisco Negrão de Lima, redator
do jornal Diário de Minas e irmão de Otacílio, que também viria a ser
um político de destaque, elegendo-se, contra a vontade dos militares,
governador do estado da Guanabara, de 1965 a 1970. Negrão de Lima finalizou seu discurso com as seguintes
palavras:
"Nós, os sportsmen daquellas montanhas de lá, chegamos a Uberaba como amigos e queremos sair como irmãos".
Jornais de todo o país, reproduzindo as mensagens encaminhadas via telex por Sebastião Bráz, avô do jornalista Fernando Vanucci, aclamavam o Uberaba como o novo campeão absoluto de Minas Gerais, o que de fato não ocorreu, pois a partida era amistosa.
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| O poderoso esquadrão americano, em foto da época do decacampeonato. |
Assim estava constituída a delegação americana:
Presidente: Artidoro Flexa
Secretário: Dayrell de Lima
Tesoureiro: Luiz Franco
Jogadores: Bolívar Moreira de Abreu, Oswaldo Guimarães, Camillo Mendes Pimentel (engenheiro), Otacílo Negrão de Lima (engenheiro), Carlos Brandão (advogado), Honório Ottoni (acadêmico de direito), Demosthenes Pereira (engenheiro), Paulo Cavalcanti, João Britto, Aldemar Frade (acadêmico de farmácia), José Barroso (preparatoriano), Ismo Cavalcante (estudante), Satyro Taboada, Porphírio Taboada, Carlos Quadros (Kainço, médico e diretor esportivo).
Ficha Técnica:
30/03/1924
Uberaba 5x0 América
Local: Estádio das Mercês
Árbitro: João de Freitas Junior
Árbitro: João de Freitas Junior
Uberaba: Pino, Sagala e Bado;Walter, Badú e Hildebrando; Carnaval, Pequitote, Annibal, Rodarte e Walfredo. Técnico: Sebastião Bráz
América: Salim, Tonico e Souza; Kainço, Porphírio e Paulo; Bolívar, Aldemar, Oswaldo, Satiro Taboada e Brandão.
Gols: Carnaval (2, 1ºT e 2ºT), Rodarte (1ºT), Pequitote (2ºT) e Annibal (2ºT).
Gols: Carnaval (2, 1ºT e 2ºT), Rodarte (1ºT), Pequitote (2ºT) e Annibal (2ºT).
domingo, 27 de julho de 2014
Uberaba perde para o Caldas Novas.
No último sábado, 19/07, o Uberaba Sport realizou mais um jogo-treino em preparação para o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão. Um bom público compareceu ao estádio para prestigiar o encontro entre Caldas Novas e Uberaba. Vários torcedores da equipe goiana doaram alimentos não perecíveis para serem doados a instituições de caridade da estância termal goiana. Apesar de, mais uma vez, jogar bem, criar chances de gol e reter a posse de bola, o Colorado foi novamente derrotado.
Logo no início da partida, Pablo cometeu um erro grotesco, perdeu a bola para Daniel Morais e acabou cometendo o penalti. O próprio Daniel cobrou e abriu o marcador. O jogo seguiu equilibrado, mas foi o Uberaba que teve as principais chances no primeiro tempo. Em uma delas, Jonathan Reis mandou a bola no travessão do goleiro Darci. Já no final da primeira etapa, Eraldo cobrou uma penalidade máxima para o Uberaba e simplesmente atrasou a bola para o goleiro. Uma das piores cobranças já presenciadas por este blogueiro.
| Agostinho e Wander |
| Edinho Makarrão e Fabrício |
Ficha Técnica:
Caldas Novas 2x1 Uberaba
Local: Estádio Municipal Martinho Palmerston, Caldas Novas - GO
Público: Aproximadamente 200 pessoas
Árbitro: Murilo Godói
Auxiliares: Robson Martins e Rubens Martins
Caldas Novas: Darci (Giovanni), Santos, Da Silva, Martinez (Rodolfo) e Édson (Carlos); Bruno Sabino (Max), Aldo (Valter), William Kozlowski (Fabrício) e Dinei (China); Daniel Morais (Dieguinho); Max Pardalzinho (Zé Wilton). Treinador: Vladimir Araújo.
Uberaba: Cristiano, Iran, Pablo, Carciano e Fabiano (Rômulo); Maxsuel, Charles, Luís Ricardo (Harisson) e Luizinho; Jonathan Reis (Jonathan Moc) e Eraldo (Wellington). Treinador: Gérson Evaristo.
Gols: Daniel Morais (2'do 1T e 6'do 2 T); Wellington (40'do 2T)
domingo, 20 de julho de 2014
Grandes nomes de nossa história: Kiki
Francisco Buzzolo, o Kiki, nasceu em Ribeirão Preto - SP, em 03 de dezembro de 1896, filho de João Buzzolo e Carolina Andreazzi Buzzolo. Ainda muito jovem transferiu-se para Uberaba, procurando por novas oportunidades de trabalho e atraído pela pujante vida esportiva da nossa cidade.
Iniciou sua carreira futebolística no antigo Palestra Itália e logo se transferiu para o Uberaba, onde jogou até pendurar as chuteiras. Kiki foi um dos principais jogadores do Uberaba Sport no início de sua existência. Em 25/12/1920 foi homenageado por ter tomado parte na maioria das partidas jogadas pelo clube naquele ano, recebendo do clube uma medalha, ao lado de Pino (Anacleto Poli), Badu (Egídio Mateus Junior), Valfredo (Valfredo Vieira) e Miguel (Miguel Afonso).
Dedicou-se com afinco à consolidação de sua indústria, a Marmoraria KIKI, por muitos anos presente na economia uberabense.
Em 13/08/1972 foi homenageado, no
gramado do Uberabão, por ter jogado o chamado “jogo do
Século”, contra a Associação Atlética do Triângulo, o arqui-inimigo “RED”, em
que o Uberaba saiu vencedor por 2x1, o que, segundo reza a lenda, teria
decretado o fim das atividades do rival (o que de fato não ocorreu). Antes do início de uma partida amistosa contra o Atlético Goianiense foram homenageados três veteranos jogadores que participaram do histórico confronto: Kiki, Fortes e Miguel Pé de Bronze, que receberam das mãos do então presidente, Renato Caetano Borges, uma medalha de ouro e do diretor Umberto Teodoro, um cartão de prata, que lembravam os cinquenta anos do confronto épico. Houve ainda uma grande passeata pelas ruas de Uberaba, com bandeiras e o hino do Uberaba Sport sendo tocado a pleno volume.
Faleceu em Uberaba, em 21 de fevereiro de 1978, aos 81 anos. A Lei nº 2788 , de 21 de março de 1978, de autoria de Mário Guimarães, deu seu nome a uma rua da cidade de Uberaba.
Uma curiosidade: Era de Kiki uma residência na rua Vigário Silva, que ele vendeu ao pai da futura presidente do Brasil, Dilma Roussef, no ano de 1938. Essa residência foi tombada pelo Patrimônio Histórico.
domingo, 13 de julho de 2014
Juquita José Lúcio: A fantástica previsão do “bruxo”.
Essa foi contada pelo meu amigo Luiz Alberto Medina, que no início da década de 70 dava seus chutes no time juvenil do Uberaba Sport. Durante um treino em Boulanger Pucci, o folclórico treinador Juquita José Lúcio, o ‘Bruxo’, assegurava, ao lado de seu veículo, um Simca Chambord azul, que em Minas Gerais havia dois jogadores, que ele já treinara, em condições de assumir a mística camisa 10 dos Santos, após a aposentadoria do Pelé.
Segundo o Bruxo, Toinzinho, revelação do Uberaba Sport, e Aílton Lira, da Caldense, praticavam o fino do futebol. Fato é que, tempos depois, a previsão se confirmaria: Toinzinho envergou a jaqueta santista entre 1974 e 1978, inclusive sendo artilheiro da equipe no Campeonato Nacional de 1975, com quatro gols. Aílton Lira o sucedeu, entre 1976 e 1979, marcando 39 gols em 149 partidas.
Claro que a sombra do Rei pesou sobre os dois jovens jogadores, mas isso é outra história...
Quem foi Juquita
Juquita José Lúcio nasceu em 1921 e faleceu em
janeiro de 1989, aos 67 anos, vítima de trombose cerebral, no hospital Belo
Horizonte, em Minas Gerais, onde ficou internado por oito dias.
Era funcionário da Rede Ferroviária Federal, onde trabalhou como carpinteiro das oficinas do horto florestal. Na política, militou no PTB na década de 40, foi eleito delegado da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários em meados da década de 50 e, na mesma época (1957), fez parte da comissão executiva do diretório estadual do PSB em Minas Gerais.
Quem foi Juquita
Após a aposentadoria na RFFSA, trabalhou em diversas equipes do
interior de Sao Paulo e Minas Gerais, especializando-se em salvar times do
rebaixamento para a segunda divisão. JUQUITA fez história no futebol Mineiro,
principalmente na Associação Atlética Caldense, onde foi homenageado na festa
de 84 anos do clube, em 2009, dando nome a uma das salas de reunião do Centro
de Treinamento da Veterana. Para muitos, foi o melhor treinador que já passou
pela tradicional equipe de Poços de Caldas.
Em 1973 treinou uma das melhores
equipes formadas pelo Uberaba Sport em todos os tempos, conquistando o terceiro
lugar no Campeonato Mineiro daquele ano. Todos os jogos do quadrangular final foram
realizados no Mineirão, deixando na torcida do Uberaba a impressão de que a
história poderia ter sido outra, caso houvesse jogos no Uberabão.
Moreno Alto, 1,90m de altura, forte, sempre sorridente e de voz grave e pausada, era rigoroso e exigia de seus subordinados total disciplina. Chegou a ser elogiado por ninguém menos que Telê Santana, que o apontava como um treinador capaz de treinar qualquer time grande. Sua fama de macumbeiro, no entanto, o prejudicava, impedindo voos mais altos.
Tipo folclórico, foi um dos maiores “pais de santo” do futebol brasileiro, um técnico supersticioso ao extremo, de pouca prosa, cara fechada, embora fosse uma pessoa afável, frequentemente recorrendo a artifícios extra-campo, como sal grosso e despachos de macumba para, segundo ele, amarrar o time adversário. Assessorado pelo massagista Benê, preparava suas bolas pretas para serem jogadas dentro do gramado no desenrolar dos jogos, imaginando com isto desestabilizar o emocional dos adversários, temerosos com os poderes sobrenaturais creditados às mesmas.
Tipo folclórico, foi um dos maiores “pais de santo” do futebol brasileiro, um técnico supersticioso ao extremo, de pouca prosa, cara fechada, embora fosse uma pessoa afável, frequentemente recorrendo a artifícios extra-campo, como sal grosso e despachos de macumba para, segundo ele, amarrar o time adversário. Assessorado pelo massagista Benê, preparava suas bolas pretas para serem jogadas dentro do gramado no desenrolar dos jogos, imaginando com isto desestabilizar o emocional dos adversários, temerosos com os poderes sobrenaturais creditados às mesmas.
Seu último trabalho como técnico
foi no Araxá, no ano de 1985.
Hoje, além das homenagens da
Caldense, também dá nome a uma rua em Poços de Caldas.
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